terça-feira, 12 de maio de 2020

Adoção de pets na quarentena exige responsabilidade


Neste momento em que todos estão em casa e a solidão começa a bater, algumas pessoas e famílias têm encontrado o conforto emocional através da companhia de um pet. Muitas adoções estão acontecendo, e elas precisam ser realizadas de maneira responsável.

Não é novidade para ninguém os inúmeros benefícios na relação entre humanos e animais. Resultados de uma pesquisa realizada pelo Centro de Nutrição e Bem-Estar Animal WALTHAM™, parte da Mars Petcare, apontam que 82% dos tutores de pets confirmaram um impacto positivo deles em suas vidas. Além disso, 64% alegam se sentir mais felizes e relaxados pela presença de animais em casa.

De acordo com o IBGE, existem mais de 139 milhões de animais de estimação no país. Por trás deles, tutores ávidos por novidades para agradar seus animais. O resultado é um mercado deste setor aquecido, que deve atingir um faturamento de R﹩ 20 bilhões em 2020. Hoje, o Brasil é o segundo maior mercado pet do mundo, com 5% da fatia do faturamento global, de US﹩ 124,6 bilhões.

A quarentena recomendada pela OMS mudou a rotina de muitos tutores e, por consequência de seus animais de estimação. As pessoas começaram a fazer home office e permanecerem longe de interação social. Os cães tiveram seus passeios encurtados e até mesmo cancelados. O fato de ficarem por muito tempo em casa pode abrir margem para o tédio, ansiedade e agitação que prejudicam o convívio para ambos. Para que essa mudança tenha o menor impacto possível, é preciso investir no enriquecimento ambiental e cuidar para que o seu animal de estimação tenha variados estímulos.

Todos precisam se readequar ao confinamento, e para que os pets se sintam confortáveis e saudáveis durante este período, é necessário usar da criatividade. O DOG Grama, por exemplo, permite que o pet tenha uma área de lazer na sua própria sacada do apartamento. Vendido pela web visa facilitar o período de isolamento social das pessoas, especialmente as que têm mais de 60 anos, ou seja, mesmo que estas pessoas não consigam passear com seus pets, poderão incorporar a grama natural encontrada em ruas e praças, na rotina de seu pet.

O DOG Grama é um módulo de grama natural viva que pode ser manuseado e posicionado facilmente e que atende às necessidades do cão, do gato ou de outro pet. Envolto por uma manta geotêxtil sobre uma manta drenante proporciona alta resistência à pisada e permite o escoamento da água para o ralo, além de uma cinta lateral flexível que garante sua integridade e facilita seu manuseio e transporte. Basta colocá-lo sobre o piso frio de sacadas que recebam a luz do sol e daí é só aguar para mantê-lo limpo e saudável.

Os chamados brinquedos inteligentes são alternativas para desafiar os pets e diminuir o sintomas do tédio. Geralmente esses brinquedos permitem colocar um alimento que o animal gosta. Ele ficará tentando acessar o petisco e se entretido por muito tempo. Os tutores podem produzir o brinquedo em casa com uma garrafa pet. Basta retirar o rótulo, colocar o alimento dentro e fazer furinhos na embalagem. É importante que o pet consiga pegar o petisco, caso contrário, ele perderá o interesse no brinquedo.

Outra opção para os tutores que tem uma casa espaçosa é a de pendurar um pneu pequeno que funcione com mordedor. Basta passar uma corda por ele e prendê-lo em algum lugar. Essa brincadeira permitirá que o animal descarregue toda a sua força e energia.

O tutor precisa ter consciência da importância da disponibilidade de tempo, dedicação, cuidados, carinho e condições financeiras para que os animais acolhidos por eles possam desfrutar de uma vida digna. Independente de ser ou não um período de quarentena a presença do tutor responsável é sempre necessária. Isolamento num quintal e abandono não podem ocorrer quando esta fase terminar. Da mesma maneira que eles trazem bem-estar, também é preciso zelar e cuidar para que eles vivam saudáveis e felizes.



Fonte: Vininha F. Carvalho , jornalista e editora do Animallivre News

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Brincadeiras criativas favorecem o convívio com os pets durante a quarentena



Em tempos de quarentena, mudanças de rotina são de suma importância e a situação também afeta os animais de estimação. Este é o momento de sermos ainda mais responsáveis com o compartilhamento de informações sobre o novo coronavírus.

São falsos os conteúdos que associam o atual surto de Coronavírus humano (SARS-CoV-2) ao Coronavírus Entérico Canino (CCoV). Trata-se de espécies diferentes (humanos e cães) e vírus diferentes que, apesar de pertencerem à mesma família, têm características distintas e não possuem os mesmos hospedeiros e capacidade de provocar doença. Em cães, por exemplo, já foram identificadas duas espécies de coronavírus: o entérico canino (CCoV) e o respiratório canino (CRCoV). Em gatos, o coronavírus felino (FCoV). O coronavírus que acomete os gatos, não é o mesmo que acomete cães, que também não possui relação com o encontrado em suínos, aves, bovinos e outros.

“Se fosse alta a transmissão do novo coronavírus de humanos para os animais já teríamos muitos casos registrados no mundo todo”. A avaliação é da médica veterinária Cinthya Ugliara, que atende na rede de clínicas Dra. Mei. Ela lembra que, nos casos relatados de pets supostamente infectados com COVID-19 por seus tutores - na Bélgica (um gato) e em Hong Kong (dois cachorros e três gatos) -, nenhum apresentou sintomas.

De acordo com a médica veterinária, Cinthya Ugliara, o teste de PCR detecta a existência do vírus ou a reação cruzada com outros tipos de coronavírus em cães e gatos. A IDEXX obteve mais de quatro mil amostras de cães, gatos e cavalos aplicadas com o novo teste SARS-CoV-2 e todas deram negativo.

Tutores de animais de estimação têm sentido o quanto o carinho deles é fundamental nesse momento de quarentena, eles colaboram para manter a saúde mental. Os pets transmitem a sensação de segurança e bem-estar, além de nos ajudar a lidar melhor com o estresse, a ansiedade e a depressão. principalmente neste momento de isolamento social em que muitas pessoas estão sozinhas em casa, se adaptando com uma nova rotina.

As pessoas precisam manter limpos os ambientes da casa e dos aparelhos mais usados, como celulares e computadores. A WSAVA - World Small Animal Veterinary Association (Global Veterinary Community) recomenda que as pessoas positivas para COVID-19 não tenham contato muito próximo com seus pets. Evitar abraços, beijos e lambidas no animal de estimação, se estiver com gripe ou resfriado.

Os cães precisam de atividade física para manter corpo e mente ativos. Quando um animal fica confinado e sem o estímulo necessário, ele pode apresentar distúrbios de comportamento, irritação e até mesmo episódios de agressividade. Não é interessante neste período levar o animal para passear, mas se isso for inevitável, é necessário higienizar as patas e o focinho quando voltar para casa.

Para que essa mudança de rotina tenha o menor impacto possível, é preciso investir no enriquecimento ambiental e cuidar para que o seu animal de estimação tenha variados estímulos. No entanto, a técnica não se resume a dar um ursinho de pelúcia ou uma bolinha para o cão. Para entreter o pet, é preciso investir em brinquedos especiais e brincadeiras criativas. É possível produzir o brinquedo em casa com uma garrafa pet. Basta retirar o rótulo, colocar o alimento dentro e fazer furinhos na embalagem. É importante que o pet consiga pegar o seu prêmio, caso contrário, ele perderá o interesse no brinquedo.

- Confira abaixo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Associação Mundial de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (World Small Animal Veterinary Association - WSAVA):

1 - Passeios com os pets devem ser mais breves e o tutor deve procurar áreas ao ar livre e sem aglomeração de pessoas;

2 - Recomenda-se evitar o contato com outros tutores e outros pets quando sair;

3 - O mais indicado é que apenas um tutor fique responsável por passear com o cãozinho;

4 - Se o animal tiver apenas um tutor e este estiver infectado, o ideal é que o pet fique na casa de um familiar ou amigo de confiança;

5 - Ao voltar dos passeios, passe um lenço umedecido no pelo e nas patas do animal. Existem lenços antissépticos para pets, mas na falta deles é possível usar um sabão neutro comum ou lenço de bebê;

6 - Quem tem gato deve evitar as saidinhas e manter o animal em casa sempre que possível;

7 - Brinque bastante com o pet dentro de casa. Cães adoram correr em busca de brinquedos. No caso dos gatos, é indicado disponibilizar arranhadores e usar Feliway (versão sintética do feromônio felino FR, responsável pela sensação de tranquilidade e segurança) ou Catnip (erva indicada para deixar gatos mais tranquilos) para atraí-los para o objeto, uma vez que arranhar ajuda aliviar estresse e ansiedade;

8- Após as brincadeiras, lave bem com água e sabão os objetos como bolinhas, bichinhos de borracha, entre outros;

9 - Não é recomendado dormir com seu pet e, por ora, evite beijos, abraços e lambidas;

10 - E por último, mas não menos importante, higienize bem as mãos após os passeios e interações com seu animal de estimação.


Autoria: Vininha F. Carvalho 

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Cão de guarda eficiente deve saber obedecer ao tutor


Os cães para guarda patrimonial se tornaram extremamente importantes no cotidiano do Século XXI. Eles devem desconfiar de toda e qualquer pessoa estranha e não devem receber estranhos em seu território sem que seu tutor autorize. Por isto, eles devem ser adestrados para saber diferenciar os tipos de estranhos: os intrusos e as visitas.

O cão deve ser bem socializado com pessoas e outros animais enquanto ainda filhote, para que sempre que o tutor autorizar a entrada de estranhos em casa, neste caso, visitas, o cão não venha a atacá-los.•.

Como os cães de guarda têm por sua natureza a postura dominante e, em última instância, agressiva para estranhos, não são cães para tutores inexperientes ou que não consigam lidar com situações que necessitem de se impor para o animal.

Para que sejam cães equilibrados, estes devem ser bem socializados e treinados por profissionais qualificados e que recebam o treinamento de obediência antes de qualquer outro. O cão de guarda eficiente deve saber obedecer ao tutor, caso contrário pode tornar-se uma ameaça para o mesmo.

Os adestradores incentivam e ensinam o tutor a realizar o treinamento adequado. É preciso saber despertar no animal o senso de convivência, ajudando de esta forma prevenir um temperamento descontrolado.

A procedência é um aspecto essencial. Antes de levá-lo para casa, é preciso saber de onde vem. Criadores idôneos são pessoas que se dedicam, praticamente, em tempo integral à sua criação. Que pesquisam e se preocupam em escolher padreadores corretos, que se preocupam com o temperamento do cão, com a saúde de cada animal. Não são pessoas que estão vendendo filhotes porque suas cadelas cruzaram acidentalmente.

Criadores sérios mantêm o canil limpo, seus cachorros são bem tratados e estão à disposição para serem visitados qualquer hora do dia. Seus cachorros não são uma matilha gigante afastados da casa, fazem parte da família.

A escolha do filhote certo exige cuidado. Os especialistas em adestramento ensinam que o melhor animal não é o filhote brincalhão nem o mais tímido. O meio termo é a melhor opção.

Por se tratarem de animais muito fortes, é recomendado que na hora da aquisição de um cão de guarda, seja feita uma busca para localizar um criador que inspire confiança, pois essa será a garantia de ter um cão equilibrado e saudável.

O verdadeiro criador busca encontrar pessoas responsáveis para cuidar dos filhotes de animais considerados perigosos, não permitindo a extinção de algumas raças por serem difamadas na sociedade.

A responsabilidade por danos causados por animais está prevista nos artigos 1527 e 159, ambos do Código Civil, de maneira que o proprietário do animal que não o guardar com as devidas cautelas responde civilmente por culpa pelos danos que ele vier a causar às pessoas, devendo indenizar a vítima. Na esfera penal o proprietário do animal pode responder ainda como incurso no artigo129, parágrafo 6° do Código Penal, ou no artigo 31 da Lei das Contravenções Penais, que considera contravenção não guardarem com a devida cautela um animal perigoso.



Autoria: Vininha F.Carvalho 

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Coelho não deve ser usado como presente de Páscoa


O coelho é um mamífero quadrúpede cujo corpo é coberto por uma pelagem densa. Sua cor pode variar bastante, há coelhos brancos, cinzas, pretos, marrons, etc. Sua cabeça é ovalada e seus olhos são grandes. Na natureza, seu peso varia entre 1,5 e 2,5 kg. Suas orelhas podem medir até 7 cm e sua cauda é bem curta. As patas posteriores são maiores do que as anteriores. O comprimento do coelho oscila entre 33 e 50 cm, de acordo com a raça. Um coelho pode atingir a velocidade de 55km/h. Seu salto mais alto pode atingir 1 metro de altura e o mais longo até 3 metros.

O coelho é um animal fértil durante todo o ano, por isto para diversas culturas representa a fertilidade, recomeço e esperança. É o símbolo da Páscoa, que tem origem em mitos e ritos germânicos e em sua articulação com a tradição cristã na Idade Média. Os mais antigos registros sobre a lenda do coelho que traz os ovos para as crianças datam de 1678.

Mas, antes de ofertar um coelho como presente nesta data, é preciso ter certeza que ele será bem-vindo ao novo lar e orientar o presenteado sobre os hábitos do animal, para que não haja problemas futuros.

Os coelhos possuem uma dieta especial, precisam mastigar bem os alimentos, para evitar que seus dentes cresçam sem parar. São animais herbívoros, que se alimentam de vegetais, como folhas e verduras, além de ração específica para a espécie, ambos em quantidade controlada uma vez ao dia. E eles precisam ainda de uma dieta à base de feno de capim. 


Eles gostam de se esticar, usar as pernas e saltar, aliás, uma forma de interação para começar uma amizade com seu tutor. É interessante ele ter um espaço mais fechado para dormir, nem que seja uma gaiola. Ele precisa ter a cama trocada regularmente. Os coelhos devem ter acesso à luminosidade natural, para que tomem banho de radiação ultravioleta, mas é fundamental que exista um abrigo do sol.

Os coelhos são animais propensos a doenças de pele, por isso a higiene deve ser rigorosa, a fim de evitar problemas com fungos e sarnas. Porém, banhos não são indicados, pois, a pelagem do animal é muito fina e não seca facilmente, isso ajuda a propagar microrganismos. O próprio animal limpa sua pelagem através de enzimas encontradas na saliva e para complementar essa limpeza é recomendado à escovação da pelagem três vezes por semana

Segundo a médica-veterinária Rosângela Ribeiro Gebara, da Comissão Técnica de Bem Estar Animal (CTBEA) do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) , - "os animais não são brinquedos de pelúcia e precisarão de cuidados especiais por toda a vida. Os coelhos vivem de 6 a 8 anos, em média. O problema de convivência muitas vezes começa ainda na aquisição. Uma prática comum é vender filhotes ainda imaturos, como se fossem coelhos anões. Por falta de cuidados especiais, manipulação inadequada e ausência da mãe, vários desses coelhos morrem após poucos dias. Dessa maneira, os pais deixam de ensinar aos filhos lições sobre responsabilidade e compaixão com os seres vivos".

Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a ressurreição. O coelho simboliza a Igreja que, pelo poder de Cristo, é fecunda em sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos. É considerada a festa das festas, e não se celebra dignamente esta data, senão na alegria e no respeito ao direito dos animais. Jamais se devem expor os coelhos aos maus-tratos.

A cada ano, milhares de coelhos, são comprados para servirem de presentes nesta época. Algumas semanas mais tarde são abandonados. Animais nunca devem ser dados como presente surpresa e a maioria das crianças não pode assumir a responsabilidade de cuidar de uma criatura tão frágil.



Autoria:  Vininha F. Carvalho