sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Adotar um animal deixa a vida do tutor mais equilibrada e feliz


A amizade com um animal de estimação é um exemplo perfeito de amor e lealdade. O amor incondicional proporciona muita alegria e, faz com que ao lado dele a pessoa esqueça os problemas cotidianos.

Eles ensinam que através do amor verdadeiro, outros bons sentimentos florescem, deixando a vida do tutor muito mais equilibrada e feliz.

Aproveitar cada minuto ao lado do animal adotado é muito gratificante, mesmo porque a vida dele não é muito longa. A castração favorece a expectativa de vida e, traz vários benefícios para a saúde dos animais de estimação, como redução das doenças relacionadas ao trato reprodutivo e diminui o risco da gravidez indesejável, que lamentavelmente provoca o aumento do abandono de animais.

Vale ressaltar que os cuidados para garantir a longevidade iniciam no tratamento adequado dispensado ao filhote, sendo necessário oferecer sempre um ambiente saudável, para que ele possa crescer e envelhecer dignamente.

Segundo Laís Cauner, comportamentalista canina e adestradora, -"os cães se pautam pela postura dos tutores ao lidar com o mundo a sua volta, assimilando seus hábitos e, se espelhando em suas atitudes. A sensibilidade canina é maior do que é suposto. Eles são excelentes leitores de gestos e sinais. Calma e assertividade para traduzir a comunicação com o cão garantirão que ele não vai tentar ocupar o lugar do tutor nesse relacionamento. Afinal eles amam seguir um mestre".

De acordo com o Instituto Pet Brasil, os brasileiros estão cada vez mais convivendo com os gatos. Afinal, esse foi o animal de estimação que mais cresceu em quantidade nos lares, com alta de 8,1% desde 2013. Outro dado que comprova essa realidade é a quantidade de gatos no país, segundo o IBGE, já são mais de 22 milhões de gatos no país, e a expectativa é ultrapassar 30 milhões até 2022.

Ao conviver com os gatos, os tutores percebem o quanto há em comum entre a personalidade dos gatos e as suas, o que deixa essa relação ainda mais fascinante e atrai o interesse de pessoas de todas as idades.

Neste ano, a campanha educativa do Dia Nacional de Adotar um Animal, a ser comemorada no dia 4 de outubro comemora a vigésima edição". O lema 'troque o D de doação pelo B de boa ação' a cada edição se fortalece, provando que é possível ajudar os animais, adotando um cão ou gato, e, ainda, prestar uma homenagem concreta a São Francisco de Assis, o verdadeiro protetor dos animais.


Fonte: Vininha F. Carvalho - jornalista e editora do Animal Livre News.

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Vacinação contra a raiva é responsabilidade e dever do tutor


A raiva é uma zoonose, ou seja, é uma doença infecciosa capaz de ser naturalmente transmitida entre animais e seres humanos. Apesar de ser conhecida desde a antiguidade, a raiva ainda não tem cura e continua fazendo vítimas.

A raiva é uma doença causada por vírus, do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae. É caracterizada como uma encefalite progressiva aguda, de distribuição mundial, que acomete os mamíferos. Sua transmissão ao ser humano ocorre pelo contato com a saliva de animais infectados com o vírus e, geralmente, a infecção se dá por meio de mordeduras, podendo também ser por meio de arranhaduras ou lambeduras.

As variantes antigênicas mais encontradas no Brasil são: variantes 1 e 2, isolada dos cães; variante 3, de morcego hematófago Desmodus rotundus; variantes 4 e 6, de morcegos insetívoros. No Estado de São Paulo nunca houve circulação da variante 1. Quanto à variante 2, não há circulação desde 1999. Cada país possui o seu grupo de vacinas essenciais, e isso varia de acordo com a casuística de cada região.

Animais silvestres como morcegos, por exemplo, podem infectar cachorros, gatos e humanos por meio da troca de secreções, contato sanguíneo ou, claro, uma mordida.

Os sintomas podem estar relacionados à depressão, ansiedade, agressividade e demência. Quando a doença se agrava, o animal apresenta dificuldade de engolir, salivação, descontrole muscular e paralisia.

Com uma falsa sensação de erradicação da raiva, pelo controle de muitos anos por meio da vacina, muitos tutores pararam de vacinar seus pets anualmente, o que pode ser arriscado para o retorno da doença. A campanha de vacinação gratuita de cães e gatos contra raiva, normalmente é promovida no mês de agosto, mas neste ano poderá ser adiada devido a pandemia do Covid-19..

A vacinação é obrigatória, pois é única forma de prevenção da raiva. A vacinação beneficia não só a saúde do animal, mas também previne a disseminação da doença. A vacinação é responsabilidade e dever do tutor.

"A raiva apresenta praticamente 100% de letalidade e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em mais de 95% dos casos humanos a transmissão ocorre por agravos causados por cães infectados", argumenta a médica-veterinária Luciana Hardt Gomes, que integra a Comissão Técnica de Saúde Pública Veterinária do CRMV-SP.

Em caso de suspeita de raiva atendidos em estabelecimentos médico-veterinários particulares, os médicos-veterinários devem notificar formalmente o poder público municipal, por meio do Centro de Controle de Zoonoses.

Após o período de incubação da doença, que tem uma média de 45 dias nos humanos, alguns dos sintomas da raiva são mal-estar geral, aumento de temperatura, dor de cabeça, dor de garganta, irritabilidade e sensação de angústia. A pessoa se mantém consciente, com período de alucinações, até a instalação de quadro comatoso. A evolução de piora do quadro clínico, após o surgimento dos primeiros sinais e sintomas da doença, pode levar a pessoa a óbito num prazo de até 2 a 7 dias.

O soro antirrábico é usado para o tratamento em situações emergenciais, quando uma pessoa é mordida por um animal que pode estar infectado, porque contém anticorpos e age rapidamente.


Fonte: Vininha F. Carvalho - jornalista e editora do Animalivre News.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Viver mais e com maior qualidade de vida aproxima os idosos ao amor incondicional dos animais


O aumento do número de idosos é uma tendência mundial e o Brasil acompanha de perto essa enorme mudança na pirâmide etária. Junto dessa transformação, surgem diversos fatores a serem trabalhados, entre eles, a solidão na velhice. A mudança de padrão de vida e a sensação de perda de utilidade social são gatilhos importantes geradores de depressão e posterior isolamento.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2000, mostrou que a população idosa com mais de 60 anos era de 14,5 milhões de pessoas, teve um aumento de 35,5% diante dos 10,7 milhões em 1991. Hoje esse número ultrapassa os 29 milhões e a expectativa é que, até 2060, suba para 73 milhões com 60 anos ou mais, o que representa um aumento de 160%.

Os idosos que têm independência física e mobilidade preservada preferem, majoritariamente, morar sozinhos a dividir espaço com filhos, pois a autonomia e a liberdade adquirida vêm se mostrando como uma grande colaboração para a manutenção da longevidade. Os animais de estimação, fiéis companheiros, são sempre considerados como grandes aliados para espantar a solidão.

O Brasil lidera os casos de depressão na América Latina. A doença acomete 5,8% da população, ou seja, 11,5 milhões de brasileiros - de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No âmbito global, o número de casos cresceu mais de 18% nos últimos 10 anos. A Pesquisa Nacional de Saúde, conduzida em 2013, apontou que no país, as pessoas com idade entre 60 e 64 anos, início da velhice, são as mais acometidas pelo mal psiquiátrico.

Professores da Universidade de Michigan (EUA) constataram que a busca por um novo amor também serve como um antídoto para a depressão. O amor é o segredo do envelhecimento saudável e feliz.

Segundo pesquisadores de Harvard, um alto nível de satisfação com os relacionamentos aos 50 anos é um indicador de boa saúde física muito mais do que os níveis de colesterol. Pessoas solitárias estão mais sujeitas a uma morte precoce do que aqueles que cultivam fortes laços de amizade e confiança nas suas relações.

Na ausência temporária dos filhos e netos, um cachorro ou um gato podem dar uma carga extra de ânimo aos idosos. De acordo com uma pesquisa publicada pelo National Center Biotechnology Information, dos Estados Unidos, pessoas da terceira idade que têm animais em casa reportam maior bem-estar físico e psicológico.

A médica-veterinária Cristiane Pizzuto, presidente da Comissão Técnica de Bem-estar Animal do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), confirma que o pet é uma ótima forma de companhia. "Muitas vezes o pet acaba exercendo essa função de objetivar a vida do idoso quando ele está sem atividades, pois ele terá que cuidar do pet", analisa.

A interação do animal com o humano é extremamente benéfica, tanto para o idoso quanto ao pet. "Essa relação desencadeia inúmeros processos fisiológicos, liberação de hormônios do prazer, que são essenciais em todas as faixas etárias, em especial na terceira idade. Poder proporcionar alegria ao idoso também gera impactos positivos à saúde do pet", acrescenta a médica-veterinária.

Viver mais e com maior qualidade de vida é a meta, portanto, entender o processo de envelhecimento e as atitudes que podem e devem ser tomadas em busca da felicidade é sempre o melhor caminho.


Fonte: Vininha F. Carvalho - jornalista e editora do Animalivre News.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Fim da quarentena exige adaptação no convívio com os pets



A adoção de um animal deve ser sempre uma decisão consciente. A reclusão recomendada pelos órgãos de saúde mudou a rotina de muitos humanos e pets. As pessoas começaram a trabalhar de casa e adiaram os eventos sociais. Ficar em casa foi necessário, mas agora, iniciou o momento da gradativa retomada a antiga rotina.

Os pets foram ótimos aliados nesta época de quarentena, proporcionando apoio emocional e psicológico, além de ajudar nos exercícios físicos durante as brincadeiras em casa.

Durante a pandemia, abrigos para pets em Nova York contabilizaram um aumento de quase dez vezes na procura por cães e gatos em março. No Brasil, a situação foi semelhante. Apesar dos centros de acolhimento terem conseguido realizar muitas doações de cães e gatos, há a preocupação com a responsabilidade dos novos tutores com os animais quando a quarentena acabar e o cotidiano voltar ao normal.

Ao adotar um pet durante o isolamento social, o tutor conseguiu se dedicar 100% ao pet. O animal acostumou com a presença constante do seu companheiro favorito. Porém, com a flexibilização da quarentena, ele poderá estranhar a mudança na rotina, sentir-se solitário e, em alguns casos, desenvolver a chamada ansiedade de separação, um momento de estresse agudo que surge quando o animal tem que ficar sozinho.

"Os pets podem desenvolver a Síndrome de Ansiedade por Separação (SAS) e manifestar sintomas como: lamber excessivamente as patas ou o corpo, miar muito, recusar comida, orelhas baixas, permanecer no canto e recusar interação, não sair de perto do tutor de jeito nenhum, perda de pelo e, em alguns casos, vômito", explica a Dra. Fernanda Duran, médica-veterinária da Mars Petcare.

Para amenizar os impactos psicológicos depois da quarentena, é importante que seja realizado um retorno gradual à nova rotina, incluindo os novos horários para as brincadeiras. Ensinar o pet gradativamente a ficar sozinho na casa é essencial.

O tutor deverá escolher um período da manhã e outro da tarde, onde passará meia hora em outro ambiente, sem qualquer tipo de interação com o animal. Deverá ser aumentado este tempo no decorrer do período de adaptação. O ambiente onde o pet permanecerá precisará estar preparado para isso, enriquecido com brinquedos diferentes, água, lugar para descansar e outro onde possa fazer suas necessidades fisiológicas. O cronograma que o tutor elaborar deverá permitir que o animal se sinta seguro para assimilar a mudança na rotina, sabendo aguardar o momento prazeroso para interatividade, recebendo muito carinho e atenção.

Em todo o mundo, surgiram notícias de cães e gatos abandonados por suas famílias, devido ao medo de que os animais pudessem ser fontes de transmissão do novo coronavírus (Sars-CoV-2), que provoca a Covid-19. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente, não há evidências ou comprovação de que animais domésticos, como cães e gatos, possam ser fonte de infecção da COVID-19. O contágio ocorre apenas entre humanos através do contato físico ou secreção de pessoas infectadas. Já a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) também reforçou que não há evidências de que os cães tenham algum tipo de papel na disseminação da doença.

O animal que foi adotado para espantar o tédio na quarentena jamais poderá ser abandonado. Ele merece ser amado e respeitado. O laço de amizade criado deverá ser fortalecido no convívio pós- pandemia.


Fonte: Vininha F. Carvalho