sexta-feira, 22 de março de 2019

Cinco dicas indispensáveis para boas relações entre cães e seus humanos


Educar seu cãozinho é um processo que envolve, além de amor, muito tempo e muita paciência. Infelizmente nem todos conseguem tempo e paciência, o que prejudica bastante a convivência, resultando em latidos fora de hora, xixi e cocô no lugar errado, móveis e calçados roídos e outras situações que podem ser evitadas.

Para o Professor DeRose, autor do livro Anjos Peludos, “ter um cão dá trabalho e dá despesas. Para ter um cachorro, você precisa de maturidade e estrutura. É necessário pagar veterinário, dar vacinas e alimentos de boa qualidade, brinquedos, caminha (que ele vai destruir logo, logo), mantinhas e mais uma infinidade de coisas. Ter um cão é como ter um filho, só que não cresce nunca. Você tem de cuidar dele pela vida toda”, ressaltou.

DeRose é "pai" de duas cadelinhas da raça Weimaraner, a Jaya e a Frieda, e destaca que “o fundamental com cães, filhos e com todos os seres humanos, é cultivar a coerência. Se "não pode" algo, é preciso que não possa sempre. Se numa vez não pode e noutra pode, confunde a cabeça do comandado, seja cão, criança, amigo, namorado ou funcionário”.

DeRose tem 59 anos de magistério e escreveu vários livros sobre comportamento. Ele também dá outras 5 dicas importantíssimas para facilitar a convivência entre cãezinhos e seus humanos.

1 - Aprenda com quem conhece mais e também coloque um toque pessoal:

Antes de levar seu amiguinho para casa procure informações sérias sobre educação de cães. Alguns autores podem ajudar muito, como Cesar Millán e Alexandre Rossi. Contrate um treinador e lembre que a sua participação na educação do cachorro é fundamental. De nada adianta entregar o cão a um adestrador se os seus humanos não participarem das lições e capricharem na coerência. Assim como ocorre com os humanos, os animaizinhos, ficam confusos quando um educa e o outro deseduca. E também não vai funcionar se não houver treinamento sistemático, diário, permanente, incansável.

2 - Onde fica o banheiro?

Fique de olho nos primeiros dias. Sempre que o filhote ameaçar um xixi ou cocô, carregue-o (o cão!), mesmo pingando, e coloque-o em cima dos jornais espalhados previamente no chão para esse fim. Aponte para o jornal e diga: "xixi". Depois, é só transportar o jornal para outro lugar e ele saberá que onde houver essas folhas, lá é o banheiro. Um recurso que costuma funcionar é colocar o jornal em cima da obra de arte para absorver o cheiro e, depois, levá-lo para o canto certo. Já a localização inadequada, em que ele havia feito suas necessidades, deve ser bem lavada com desinfetante, para que o odor não seja identificado e, assim, evite-se a repetição do comportamento indesejado.

3 - Objetos da casa não são brinquedos:


Para que o seu cão seja feliz e equilibrado é preciso que ele tenha brinquedos que possa morder, despedaçar, correr atrás, fazer cabo-de-guerra com outros cães e com os humanos. A alegria de um cachorro correndo atrás de uma bolinha de tênis é indescritível. É necessário apenas educar o filhote para que ele entenda que só pode morder e destruir os brinquedos dele, e não os demais objetos da casa. Isso se consegue facilmente, sempre retirando da sua boca o outro objeto e oferecendo um dos seus brinquedos. Nos primeiros meses é preciso ser implacável: sempre de olho e permanentemente, sistematicamente, tirando o que não lhe pertence e "explicando" (condicionando, sempre com a mesma palavra), que aquele objeto não é para ele morder. Para que não deixe os brinquedos espalhados, ensinei minha cadelinha Jaya a trazer seus trecos. Digo-lhe: “traz o toy” ou “traz a cama” ou “traz a guia” e ela me ajuda, indo buscar no andar de baixo ou onde o objeto estiver. Tudo é uma questão de educação. E paciência, muita paciência!!!

4 - Deve-se bater no cão quando fizer algo errado?

Em hipótese alguma deve-se bater no cão, assim como no filho. Quando um educador parte para a agressão ele está confessando sua incapacidade. Um líder não entra em desespero. Já escutei pais e proprietários de cães declarando que "com este aqui só batendo, porque ele me tira do sério". Se ele, cão ou filho, tira-o do sério, é ele quem está no controle. Você pode agredi-lo, torturá-lo, mas jamais vai conquistar a sua alma. Quem educa através do medo e da dor não cativa a admiração, o afeto e o respeito. Isso significa que vai ser obedecido apenas enquanto estiver presente, mas quando sair de perto os comandados vão fazer o que bem entenderem. Além do mais, quem assistir a uma cena de agressão vai julgar você um neanderthal capaz de maltratar cães e crianças. Isso é péssimo para a sua imagem.

5 - Estabelecer sinais de aprovação e de desaprovação:

Desde o início estabeleça gestos e sons de aprovação ou de reprovação. Sempre que o cãozinho acertar alguma coisa, faça o mesmo som e dê-lhe uma recompensa de carinho, palavras, tom de voz e... petiscos! Quando ele errar, ignore. Isso funciona mais do que repreendê-lo, pois a repreensão pode se transformar em uma recompensa, já que ele ganhou a sua atenção, mesmo que seja na forma de bronca. No entanto, às vezes, será necessário avisar que determinada coisa não é para ser feita. Então, ajuda muito criar alguns sinais sonoros e gestos que possam ser facilmente reconhecidos.

Acima de tudo vale lembrar que, assim como você dedica tempo para a família, para os amigos e para si mesmo, seu cão também precisará de toda a atenção e ajuda para compreender o mundo que o cerca.



Fonte: Mayara Carlis

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Causa dos Animais precisa se alicerçar em fatos verdadeiros para ser respeitada


Todo dia, o sol se põe em nosso passado, mas nasce para o nosso futuro. Sempre que perdemos 24 horas, ganhamos mais 24 horas. Cada novo dia nos dá outra chance de fazer certas as coisas, e de fazer certas coisas. A escolha só depende de nós. A moral representa o conjunto de regras de conduta baseadas nas noções de bem e de mal. É sinônimo de ética e decência. 


As pessoas que se intitulam defensoras dos animais muito mais que uma troca de ideias e experiências buscam a aproximação com os valores e princípios pregados por seu patrono, São Francisco de Assis.

Hoje em dia, infelizmente a realidade encontrada é totalmente diferente da imaginada. A ideia do compromisso com os animais, talvez seja a única inspiração que assegura a necessidade para continuar nesta luta pelos direitos dos animais.

Algumas pessoas podem até contestar, mas se não houver urgentemente um resgate dos valores morais e éticos, estaremos nos movendo rapidamente na direção contrária a meta sonhada, ou seja, a proteção e defesa dos animais cairão num grande descrédito, o que antes era sinônimo de vontade, se transformará em frustração.

Eu acreditava que na medida em que avançasse no desafio de proteger os animais, teria mais coisas importantes para aprender e fazer, trabalhando a favor do crescimento desta nobre causa. Tornando-me cada vez mais confiante na minha missão. Mas, recentemente descobri que até a Declaração Universal dos Direitos dos Animais não foi proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas (Bélgica), em 27 de Janeiro de 1978. Este fato me deixou profundamente preocupada com precariedade das informações vinculadas sobre um tema tão importante.

A motivação de certas pessoas em pregar que a defesa animal se faz basicamente através da arrecadação de dinheiro, conseguindo ganhos rápidos e descompromissados, impedem que exista uma conscientização sobre o direito dos animais alicerçada no conhecimento , permitindo que haja divulgação de fatos desencontrados e contraditórios, geralmente criando muita polemica.

As repetidas divulgações de agressões aos animais, por exemplo, são um excelente indicador que a violência está sendo até banalizada e falta pesquisa sobre como garantir a dignidade dos animais. Enquanto muitos animais continuam sofrendo, a mídia é voltada para dar espaço para pessoas que só buscam se promover, apresentando casos isolados de maus tratos, que nunca são devidamente esclarecidos como foram resolvidos.

O clamor público só deve ser acionado para fatos que elevem a dignidade do animal, jamais para divulgar suas mazelas. Infelizmente, devemos atribuir esta terrível situação que se encontra a causa dos animais, ao amadorismo e a ignorância.

A convicção consegue derrotar as adversidades. Sem luta não há vitória. Sem empenho não há conquistas. Mas para que isto seja possível às pessoas bem intencionadas, verdadeiras amantes dos animais, precisam se fortalecer em fatos verídicos.

Os caminhos e as possibilidades precisam estar abertos para que todos consigam desenvolver suas aptidões e dar o melhor de si para esta militância. É fundamental depositar na causa a emoção e credibilidade e, não apenas dinheiro, para que a causa animal não acabe se perdendo no tempo e no espaço.


Autoria: Vininha F. Carvalho

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Zoológicos apresentam à sociedade uma realidade falsa da vida selvagem


Uma reflexão torna-se necessária: qual é o papel dos zoológicos atualmente? Quando foi criado o primeiro zoológico em Londres, em 1847, no auge da expansão colonialista, surgiu à ideia do "museu vivo de animais", uma "coleção de bichos". Muito pouco mudou, o passado se impõe sobre os dias atuais.

Um jardim zoológico é um local específico para se manter animais, selvagens e domesticados, que podem ser exibidos ao público. No zoológico existem profissionais especializados, que cuidam da alimentação, das jaulas, da saúde mental e física dos animais, entre muitas outras atividades. Segundo a Sociedade Zoológica do Brasil, 50% destas instituições no país não cobram entrada.

A proposta dos zoológicos é promover a educação, lazer, conservação e pesquisa, sendo que, as duas primeiras estão intimamente ligadas às crianças, que passam a enxergá-los como uma opção aceitável de vida para os animais. Desconhecem que a vida em cativeiro leva a comportamentos anormais e, muitas vezes, autodestrutivos.


O Brasil possui o maior acervo de animais da América Latina. Ressalva-se que apenas 37,5% dos Zoológicos brasileiros são licenciados pelo IBAMA e oferecem estrutura mínima de abrigo para os animais. O censo de 2000 da Sociedade de Zoológicos do Brasil contabilizou 31.096 animais nestas instituições. Existem cerca de 120 instituições no Brasil, sendo que cerca de 5% são privados, 90% são mantidos por municípios e 5% sobrevivem com recursos do Estado.

Recebem o licenciamento os zoológicos que se adequarem aos padrões de exigência mínimos determinados pela instrução normativa 04, implantada em 2002.

- Correspondem a ter:

- Pelo menos um biólogo e um veterinário por instituição.

- Convênio de assistência laboratorial ou manutenção de um laboratório próprio.

- Fichas biológicas e veterinárias individuais dos animais

- Local especial para o preparo dos alimentos dos animais

- Registro do plantel, ou seja, controle de entrada e saída de animais.

- Realização de laudos de necropsia

- Recintos dos animais equipados com ponto de fuga, área de manejo e objetos para atividades (como cordas para primatas).

- Maternidade e solário.

Os planos de manejo são fundamentais como alternativas para o aprofundamento de trabalhos científicos sobre determinada espécie ou família de animais silvestres, com a característica principal de congregar vários técnicos de algumas instituições que se destaquem em pesquisa sobre o tema proposto ou pesquisadores de áreas próximas como universidades, faculdades e institutos de pesquisa, com um objetivo comum, que é na maioria das vezes oferecermos ao animal opções de sobrevivência no cativeiro de forma mais adequada e apoiar os trabalhos em vida livre.

Algumas pessoas argumentam que os zoológicos são essenciais na preservação das espécies, mas, existem situações que contrariam esta teoria. Os defensores dos zoológicos alegam que o avanço científico e tecnológico, a poluição e o desmatamento aumentaram drasticamente, afetando o habitat de certos animais, por este motivo para alguns animais à única forma de evitar a extinção é viver em cativeiro.

Os zoológicos apresentam à sociedade uma realidade falsa da vida selvagem, através de animais confinados, fora do seu habitat, sem as características comportamentais inerentes ao seu ambiente natural.

- A Declaração Universal dos Direitos dos Animais, carta de princípios de relevância internacional aborda :


- Artigo 10º :

1 - Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.

2 - As exibições de animais e os espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

"Os humanos não têm o direito de privar da liberdade e expor a vulnerabilidade outro ser. A cada animal retirado do seu habitat dá um passo para destruição de todo o ecossistema. A natureza não perdoa e, age!


Autoria: Vininha F. Carvalho

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Energia dos animais está gravado no inconsciente coletivo da humanidade



No início do ano é muito interessante descobrir onde podemos encontrar as boas energias. No Xamanismo, o praticante entra em contato com a energia animal, ou melhor, com o símbolo animal, que está profundamente gravado no inconsciente coletivo da humanidade, com o intuito de adquirir conhecimento, força e sabedoria.

No dia a dia, o poder dos animais está diante de nossos olhos, sempre nos estimulando. No filme "Tarzan, o Homem Macaco" a energia do bem luta contra seus inimigos ferozes. "Os Homens Leopardos" - há símbolos e energia dos animais nos estimulando. E não podemos esquecer de "Batman, o Homem Morcego" e do sucesso , "O Homem-Aranha".

Até quando assistimos ao desenho "Rei Leão" recebemos uma série de estímulos e ensinamentos. Você já percebeu quanta simbologia o desenho traz do nosso dia a dia? O trecho em que o "Rei Leão" passa da fase adolescente para a adulta é um dos exemplos. Crescer não é fácil para ninguém.

O princípio do animal de poder é o mesmo do uso das rosas vermelhas para atrair amor e da fonte d`água para atrair prosperidade.


- Veja, a seguir, uma lista de animais de poder e suas energias:

- Águia ou falcão: liberdade, flexibilidade, poder, visão, coragem e oportunidades

- Aranha: criatividade, a teia da vida e sabedoria para tecer o futuro

- Borboleta: auto-transformação, clareza mental e liberdade

-  Cachorro: lealdade, estar a serviço e atenção

- Castor: segurança, construção e paciência

- Cobra: sabedoria, sensualidade e transmutação

- Coelho: fertilidade, crescimento, agilidade e prosperidade

- Coruja: sabedoria antiga e habilidades ocultas

- Corvo: guardião da magia e ocultismo, o mensageiro

- Elefante: longevidade, inteligência e memória ancestral

- Formiga: força, trabalho em equipe, paciência e resistência

- Gato: sensualidade, limpeza e visão mística

- Galo: altivez, sexualidade e garra

- Leão ou tigre: poder, força, nobreza e liderança

- Lobo: esperteza, agilidade e fidelidade

- Pombo: mensageiro da paz e liberdade

- Raposa: habilidade, astucia e integração

- Sapo: humor, limpeza e transformação

-Tartaruga: estabilidade, longevidade, honra e proteção

-Touro: fertilidade, sexualidade, poder e trabalho

Mais sobre os animais e seus símbolos podem ser encontrados no livro "O Vôo da Águia", de Leo Artese (editora E. Roka).


Fonte: Vininha F. Carvalho