segunda-feira, 4 de novembro de 2019

A defesa dos animais exige comprometimento com a ética


Defesa dos animais é um tema sensível, complexo e que ainda não tem sua devida importância reconhecida. O papel nocivo dos falsos protetores, apesar do crescimento de sua exposição, prejudica muito a evolução desta causa. Em muitos casos, fica relegado o papel do voluntário que faz um trabalho anônimo, mas que traz grande benefício na relação entre os tutores e seus animais.

O verdadeiro protetor dos animais atua para evitar falsas denúncias e promove uma política de boas práticas, garantindo uma condição digna de vida para o tutor e seus animais.

O mais importante, em um primeiro momento, é a transmissão da mensagem correta, sem sensacionalismo. As pessoas que compõem a defesa dos direitos dos animais precisam ter noção o quanto é importante que cada um tome cuidado para tornar o seu trabalho mais abrangente possível. Tudo isso, obviamente, regrado por um código de conduta claro e objetivo, que permita a todos os protetores, entenderem quais são os valores e princípios que geram credibilidade, por que eles existem, e que tipo de problema pode ser causado pelo não cumprimento disto, reconhecendo o quanto o sensacionalismo prejudica uma ideologia.

Enquanto maior interessado em um ambiente saudável é responsabilidade do protetor dos animais promover ações e iniciativas de propagação das mensagens do bem estar animal e não apenas ficar divulgando suas mazelas.

Além dos tradicionais conteúdos impressos, a internet é um excelente canal para trabalhar opções criativas, como a posse responsável e a castração, alcançando públicos de faixas etárias diferentes. Dentro da realidade de cada comunidade, diversos caminhos podem ser explorados, como por exemplo: escolas, igrejas, clubes, etc.

A defesa dos animais é um trabalho de todos, todos os dias, e isso implica muita união de esforços. Muitos os detalhes precisam ser observados e, por isso, o uso da tecnologia deve ser sempre considerado. Pensando na realidade de cada voluntário, é importante desenvolver soluções que combinam tecnologia, conteúdo e ferramentas adequadas para demandas em prol da conscientização. Conforme os meios de comunicação se modernizam, fica cada vez mais fácil identificar potenciais colaboradores.

Uma vez o conceito do bem estar estabelecido, a palavra-chave é a coerência. O que se faz deve ter um sentido claro e apresentável. A busca é sempre pelos 100% da solução do problema, ainda que inalcançável, o que exige do defensor dos animais o constante trabalho de estudo e análise das situações. O grau de satisfação das pessoas e rendimento do trabalho é maior dentro do núcleo com forte cultura ética.

O esforço voltado à defesa dos animais compensa. Reforça-se no desejo de concretizar bons resultados e metas alcançadas. Quando se fala em proteção animal é interessante estabelecer o amor e o respeito como princípio, é o que irá diferenciar uma pessoa perante as que não se atentam a esta postura.



Fonte:  Vininha F.Carvalho 

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Dia Nacional de Adotar um Animal será comemorado pelo 19º ano consecutivo


Ao analisarmos a relação homem-animal ao longo da história da humanidade, percebe-se que muitos erros e atrocidades foram cometidos contra os animais, por falta de conhecimento, pela ganância ou em nome de tradições culturais. Os primeiros animais domesticados foram trazidos ao Brasil pelos colonizadores portugueses. Desde então, a relação homem - animal vem passando por profundas transformações. Para algumas espécies, como por exemplo, os cães e gatos, as mudanças foram marcantes.

No século passado, em 1929 no Congresso de Proteção Animal em Viena, Áustria, foi declarado o dia da morte de São Francisco de Assis, 4 de outubro, como o Dia Mundial do Animal, por ele ser tão generoso para com os animais. Embora a declaração dos animais siga a mesma trilha filosófica da dos Direitos do Homem, fica claro que estamos bem longe de uma equação justa, de proteção e amor aos animais.

Mesmo com alguns avanços na proteção aos animais, o artigo 2º - que versa que o homem, como também uma espécie animal, não pode exterminar outros animais ou explorá-los violando este direito, está longe de ser uma realidade. Nós temos que contextualizar advertir e orientar que a situação atual dos animais na sociedade requer uma visão adequada aos novos tempos.

O direito de viver dignamente, sem dor e sofrimento, por estar abandonado, ainda está para se transformar em realidade, por isto no dia 4 de outubro de 2000, foi criado o Dia Nacional de Adotar um Animal, que visa abordar o tema de uma forma mais adequada aos desafios do século XXI, agregando novos valores e reforçando a homenagem ao patrono da ecologia, São Francisco de Assis. Agregar valores é uma proposta de aprendizado, é sinônimo de fortalecer e evoluir


Como idealizadora do Dia Nacional de Adotar um Animal ressalto que a cada dia os animais domésticos conquistam mais espaço na sociedade. Para comemorarmos esta data no dia 4 de outubro, devemos defender estas inocentes vítimas, transmitindo as pessoas o que realmente acontece com os animais na atualidade, não prendendo, apenas ao passado distante, onde a concepção sobre a condição de vida dos animais era muito diferente. É preciso renovar os conceitos, promover a posse responsável e estimular o controle da natalidade nos cães e gatos, o que no século passado não era incentivado.

- Colabore , participe , faça a diferença  :

- Divulgue esta proposta para seus amigos, nas escolas, nas igrejas, enfim ecoando no coração das pessoas. Através de cartazes confeccionados com muita criatividade. Poderá divulgar em vários locais públicos, clinicas veterinárias e petshops , que 4 de outubro é o Dia Nacional de Adotar um Animal

- Cada aliado que se disponha ajudar, será sempre uma grande conquista e aumentará a possibilidade de diminuirmos o número de animais abandonados.


- A sua entidade poderá realizar eventos de manifestação de apoio e assim, fortalecer a sua participação neste processo de valorização e respeito ao animal na sociedade.


Autoria:  Vininha F. Carvalho

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Cão de guarda eficiente deve saber obedecer ao tutor


Os cães para guarda patrimonial se tornaram extremamente importantes no cotidiano do Século XXI. Eles devem desconfiar de toda e qualquer pessoa estranha e não devem receber estranhos em seu território sem que seu tutor autorize. Por isto, eles devem ser adestrados para saber diferenciar os tipos de estranhos: os intrusos e as visitas.

O cão deve ser bem socializado com pessoas e outros animais enquanto ainda filhote, para que sempre que o tutor autorizar a entrada de estranhos em casa, neste caso, visitas, o cão não venha a atacá-los.•.

Como os cães de guarda têm por sua natureza a postura dominante e, em última instância, agressiva para estranhos, não são cães para tutores inexperientes ou que não consigam lidar com situações que necessitem de se impor para o animal.

Para que sejam cães equilibrados, estes devem ser bem socializados e treinados por profissionais qualificados e que recebam o treinamento de obediência antes de qualquer outro. O cão de guarda eficiente deve saber obedecer ao tutor, caso contrário pode tornar-se uma ameaça para o mesmo.

Os adestradores incentivam e ensinam o tutor a realizar o treinamento adequado. É preciso saber despertar no animal o senso de convivência, ajudando de esta forma prevenir um temperamento descontrolado.

A procedência é um aspecto essencial. Antes de levá-lo para casa, é preciso saber de onde vem. Criadores idôneos são pessoas que se dedicam, praticamente, em tempo integral à sua criação. Que pesquisam e se preocupam em escolher padreadores corretos, que se preocupam com o temperamento do cão, com a saúde de cada animal. Não são pessoas que estão vendendo filhotes porque suas cadelas cruzaram acidentalmente.

Criadores sérios mantêm o canil limpo, seus cachorros são bem tratados e estão à disposição para serem visitados qualquer hora do dia. Seus cachorros não são uma matilha gigante afastados da casa, fazem parte da família.

A escolha do filhote certo exige cuidado. Os especialistas em adestramento ensinam que o melhor animal não é o filhote brincalhão nem o mais tímido. O meio termo é a melhor opção.

Por se tratarem de animais muito fortes, é recomendado que na hora da aquisição de um cão de guarda, seja feita uma busca para localizar um criador que inspire confiança, pois essa será a garantia de ter um cão equilibrado e saudável.

O verdadeiro criador busca encontrar pessoas responsáveis para cuidar dos filhotes de animais considerados perigosos, não permitindo a extinção de algumas raças por serem difamadas na sociedade.

A responsabilidade por danos causados por animais está prevista nos artigos 1527 e 159, ambos do Código Civil, de maneira que o proprietário do animal que não o guardar com as devidas cautelas responde civilmente por culpa pelos danos que ele vier a causar às pessoas, devendo indenizar a vítima. Na esfera penal o proprietário do animal pode responder ainda como incurso no artigo129, parágrafo 6° do Código Penal, ou no artigo 31 da Lei das Contravenções Penais, que considera contravenção não guardarem com a devida cautela um animal perigoso.



Autoria: Vininha F.Carvalho 

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A responsabilidade do tutor diante do ataque de seu cão


A decisão de se adotar um cão deve ser muito sincera e profunda. A felicidade de um cão é um dom que impõe obrigações morais tão grandes quanto às impostas pela amizade a um ser humano. As pessoas insensíveis, incapazes de desenvolver no animal o sentimento de respeito e amor, ao adquirirem sua posse podem estar criando enormes problemas a si e a terceiros.

Os tutores de animais respondem civil e criminalmente pelos danos que estes causarem, ressarcindo material e moralmente as vítimas. Se o animal causar a morte de alguém, o dono deverá pagar os gastos médico-hospitalares e funeral. Assim como fica obrigado a pagar pensão alimentícia aos dependentes.

Em caso de ferimento ou outra lesão a pessoa, o tutor do animal pagará o tratamento e os lucros cessantes até o fim da convalescença. Se o ferimento resultar em algum tipo de deformidade, esse valor será duplicado. Se a vítima ficar com um defeito que impeça de exercer sua profissão ou diminua sua capacidade de trabalho a indenização incluirá ainda uma pensão proporcional á perda da aptidão para o trabalho.

No âmbito da responsabilidade penal o tutor do animal pode responder por crime culposo (lesão ou homicídio) se ficar demonstrado que agiu com negligência, imprudência ou imperícia.
O animal que é criado num ambiente equilibrado, recebendo um adestramento que permita o domínio de sua agressividade, caso venha a provocar um acidente onde seja possível provar que o proprietário tomou todos os cuidados e o ocorrido foi imprevisível, não se configura um crime.

A prevenção dos acidentes que envolvem os cães inicia-se na responsabilidade que o criador tem de não permitir que as pessoas sem condições mínimas adquiram o filhote, expondo futuramente o animal adulto a transferir através da violência, todos seus traumas decorrentes da fome, da sede e falta de convívio com as pessoas. A permanência por longos períodos confinado em cubículos sombrios ou preso em correntes curtas, com o único intuito de defender o patrimônio quando soltos, pode transformar o animal numa fera indomável.


Autoria: Vininha F.Carvalho