sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A responsabilidade do tutor diante do ataque de seu cão


A decisão de se adotar um cão deve ser muito sincera e profunda. A felicidade de um cão é um dom que impõe obrigações morais tão grandes quanto às impostas pela amizade a um ser humano. As pessoas insensíveis, incapazes de desenvolver no animal o sentimento de respeito e amor, ao adquirirem sua posse podem estar criando enormes problemas a si e a terceiros.

Os tutores de animais respondem civil e criminalmente pelos danos que estes causarem, ressarcindo material e moralmente as vítimas. Se o animal causar a morte de alguém, o dono deverá pagar os gastos médico-hospitalares e funeral. Assim como fica obrigado a pagar pensão alimentícia aos dependentes.

Em caso de ferimento ou outra lesão a pessoa, o tutor do animal pagará o tratamento e os lucros cessantes até o fim da convalescença. Se o ferimento resultar em algum tipo de deformidade, esse valor será duplicado. Se a vítima ficar com um defeito que impeça de exercer sua profissão ou diminua sua capacidade de trabalho a indenização incluirá ainda uma pensão proporcional á perda da aptidão para o trabalho.

No âmbito da responsabilidade penal o tutor do animal pode responder por crime culposo (lesão ou homicídio) se ficar demonstrado que agiu com negligência, imprudência ou imperícia.
O animal que é criado num ambiente equilibrado, recebendo um adestramento que permita o domínio de sua agressividade, caso venha a provocar um acidente onde seja possível provar que o proprietário tomou todos os cuidados e o ocorrido foi imprevisível, não se configura um crime.

A prevenção dos acidentes que envolvem os cães inicia-se na responsabilidade que o criador tem de não permitir que as pessoas sem condições mínimas adquiram o filhote, expondo futuramente o animal adulto a transferir através da violência, todos seus traumas decorrentes da fome, da sede e falta de convívio com as pessoas. A permanência por longos períodos confinado em cubículos sombrios ou preso em correntes curtas, com o único intuito de defender o patrimônio quando soltos, pode transformar o animal numa fera indomável.


Autoria: Vininha F.Carvalho 

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Animais enxergam as cores de maneira diferente do ser humano


A retina das pessoas capta três tipos de cores: o azul, vermelho e verde, o que permite enxergar uma variedade enorme de cores. Existem dois tipos de células sensíveis à luz no olho: os cones e os bastonetes. Os humanos possuem até seis milhões de cones na retina. Enquanto os bastonetes respondem à intensidade luminosa (níveis baixos ou altos de luz), os cones leem as frequências da luz, permitindo que as cores sejam identificadas.

Assim, os bastonetes permitem ver de noite ou com pouca luz e os cones possibilitam perceber distintas cores. Tanto nos bastonetes como nos cones, existem moléculas de um tamanho relativamente grande que absorvem os fótons que chegam a elas e que são as que produzem finalmente impulsos elétricos no nervo óptico.

O cérebro dos animais interpreta a combinação das frequências de uma forma diferente. Para que um animal possa perceber as inúmeras cores, precisa ter pelo menos duas classes diferentes de células sensíveis à cor em seu olho, os cones, e uma capacidade cerebral que possa entender as mensagens que recebe destas células.

Os gatos reagem apenas às cores violeta, azul, verde e amarelo. Como resultado dessa condição, a visão deles é embaçada e eles não conseguem ver os detalhes de objetos. Apesar de não terem uma visão capaz de distinguir muitas cores, eles são capazes de detectar qualquer movimento. Isto também é reflexo do campo de visão dos gatos, que é de 200°. O do ser humano é de 180°. Tal característica permite que o animal tenha uma visão panorâmica mais ampla.
O gato enxerga no escuro cerca de seis a oito vezes melhor do que os humanos, e isso se deve a presença de diversos bastonetes na visão, que é um componente da retina responsável pela recepção de luz no escuro.

O cão pode ver em cor, mas não tantas cores como os humanos, já que possui só dois tipos distintos de cones. Ele consegue distinguir o azul do amarelo, do vermelho ou do verde, mas não diferencia o vermelho do verde. Os caninos veem na escuridão de quatro a cinco vezes melhor do que o ser humano.

A pomba possui até cinco tipos diferentes de cones, logo percebe mais cores do que um ser humano. A borboleta possui quatro tipos diferentes de cones. Um tipo de camarão tem pelo menos doze classes de células sensíveis à cor e provavelmente seja o animal que mais cores percebam.

Há casos de animais que não possuem cones e só disponha de bastonetes em seu olho. Eles não poderão perceber cor alguma, apenas mudanças de intensidade de luz. Seu mundo é um mundo de sombras, no qual as sombras menos escuras correspondem a mais luz e as menos escuras, a menos luz. Este é o caso, por exemplo, das salamandras.

Também não verá a cor um animal que, além de bastonetes, só possua um tipo de cone (são necessários dois, no mínimo, para distinguir cores). Assim, seu mundo não será em escala de cinzas como, no caso da salamandra, mas na escala da única cor que percebam seus cones. Isso é que acontece com o polvo.

Ainda há o caso de animais que possuem células sensíveis a frequências que ficam em faixa do espectro eletromagnético não visível para os olhos humanos. É o caso das abelhas, que veem a luz ultravioleta (UV), uma frequência que é invisível para os humanos. As abelhas usam esta visão em UV para ver os padrões das pétalas florais, os quais lhe indicam onde se encontra o néctar.


Fonte: Vininha F. Carvalho

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Adoção de um animal é uma experiência muito gratificante



De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem mais de 30 milhões de animais abandonados vivendo nas ruas do Brasil. Destes, mais de 20 milhões são cachorros. Para diminuir o número expressivo de animais abandonados e sujeitos a maus tratos em todo o país a adoção responsável possibilita uma condição de vida digna.

Os abrigos e ONGS sérias que promovem doação de animais exigem que no ato da adoção, que o interessado assine um termo de responsabilidade pelo animal, comprometendo-se a cuidar bem dele, oferecendo os cuidados básicos e fundamentais para assegurar o seu bem estar e, também dos membros da família. Para levar um animal para casa determinam que seja preciso ter mais de 18 anos, apresentar cópia do RG, CPF e um comprovante de residência.

O animal a ser adotado deverá estar vermifugado, castrado e vacinado. Estas medidas são fundamentais para prevenir diversos tipos de zoonoses, doenças que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos. A castração é recomendada tanto para fêmeas quanto para machos. Certifique-se que animal esteja vacinado com vacinas de qualidade e com comprovante assinado e carimbado por um médico veterinário.

Levar um animal para casa é uma experiência muito gratificante, mas é importante que o tutor tenha paciência, pois o cão precisa de um tempo para se adaptar. Por isso, é essencial que haja uma preparação do ambiente, assim o animal se sentirá seguro e confortável no seu novo lar. É necessário ter condições financeiras para garantir uma alimentação regrada e balanceada, procurar um veterinário a qualquer sinal ou mudança de comportamento e manter a higiene do local, principalmente livre de pulgas e carrapatos. A água deve ser oferecida em vasilha adequada e trocada diariamente.

Cada fase da vida tem uma alimentação indicada, desde os primeiros dias de vida até a fase adulta. É importante escolher um alimento que se adeque também ao porte do animal e à raça, pois cada um deles tem uma necessidade nutricional específica.

Alguns cuidados são primordiais para garantir a segurança do animal, como por exemplo: – deve-se evitar deixar fios elétricos, do celular ou de outros aparelhos eletrônicos soltos ou pendurados; produtos de limpeza, remédios e alimentos que podem ser tóxicos, precisam ficar em lugares altos, totalmente fora do alcance e o acesso à piscina deve ter proteção, principalmente impedindo a aproximação dos filhotes.

Se o cão for ficar livre no quintal, é importante ter um abrigo contra a chuva e o frio, por isso, uma casinha é o mais adequado. Caso o animal fique no ambiente interno da casa, basta escolher uma caminha confortável.

Atualmente os animais vivem em média 15 anos. Isso deve ser levado em consideração na hora de adotar, pois a responsabilidade com ele não envolve somente dinheiro, mas também, atenção, carinho e muito amor.

As pessoas que já viveram a experiência de conviver com um animal adotado tiveram o privilégio de descobrir o quanto o amor incondicional traz benefícios para a sua qualidade de vida. Fazer o bem para os animais é o melhor remédio para quem tem muito amor para oferecer, mas não encontrou reciprocidade nas relações sociais.



Autoria:  Vininha F. Carvalho 

terça-feira, 23 de abril de 2019

O relacionamento dos animais do sexo masculino com os seus filhotes


O ser humano mantém um relacionamento familiar que transcende em muitos anos a fase do aleitamento dos filhos. Nos cães e gatos este processo é muito diferente, sendo que as fêmeas se dedicam aos filhotes quando estes são recém-nascidos, amamentando-os, cuidando da manutenção de sua temperatura e desencadeando neles o reflexo da micção e de defecção, cabendo-lhes o ventre e cuidando da higiene. Com o desmame, inicia-se um período de afastamento e isto reflete numa total independência e perda de laços de afetividade maternos.

Os machos caninos e felinos desconhecem absolutamente seus filhotes, no entanto, de um modo geral costumam ser dóceis com os pequenos, pois ficam atraídos pela sua fragilidade. Há, porém, algumas raças que preferem se mantiver à distância, pois não tem paciência com as brincadeiras.

Evidentemente os cães não têm a mínima ideia de que os filhotes nasceram porque eles acasalaram com as fêmeas. O Boxer, Collie e Fila Brasileiro fazem parte de um grupo que são carinhosos com os seus filhotes. Depois que eles crescem, porém é difícil que a convivência pai e filho continue a mesma. A disputa pela fêmea e o cheiro do outro macho adulto, por exemplo, são motivos para criar vários pontos de discórdia entre eles. Neste caso a relação torna-se impossível e precisam ser separados.


Os gatos não diferem dos cães quanto ao espírito de família. Para eles, não interessa se os filhotes são ou não deles. Como mesmo depois de adulto eles são muito infantis, se você jogar uma bolinha para o pequeno, o pai irá correr atrás também, numa grande harmonia, até o momento que o filhote manifestar o cheiro de macho, que muitas vezes representa o fim da amizade de forma irreversível.

Os pássaros possuem um instinto de família muito alto. Em muitas espécies o macho chega a sentar no ninho para chocar os ovos. E depois de nascidos os filhotes, o pai ajuda a mãe na alimentação. Um dia antes dos ovos quebrarem a fêmea sai do ninho para tomar banho e ficar com as penas molhadas para amolecer a casca. Neste período, quem fica chocando no ninho é o macho. Há ainda casos em que a fêmea simplesmente abandona os filhotes para começar outra postura. O macho passa a alimentar sozinho os filhotes até que sejam adultos e suficientemente fortes para voarem.

O sagui é um pai muito especial, carrega o filhote o tempo todo e só o leva para a mãe na hora de alimentar. O desmame e a migração para outro lugar bem distante, deixando para trás a antiga família, dando início à formação de uma própria é a mais perfeita manifestação de que existe uma grande preocupação da natureza em preservar as espécies, evitando a consanguinidade que gera problemas congênitos e enfraquecimento.

Não importa se os animais são capazes de pensar e reconhecer os filhotes, pois o mistério da vida lhes é concedido e cabe a nós protegê-los e criarmos condições para uma coexistência pacífica.




Autoria:  Vininha F. Carvalho