terça-feira, 23 de abril de 2019

O relacionamento dos animais do sexo masculino com os seus filhotes


O ser humano mantém um relacionamento familiar que transcende em muitos anos a fase do aleitamento dos filhos. Nos cães e gatos este processo é muito diferente, sendo que as fêmeas se dedicam aos filhotes quando estes são recém-nascidos, amamentando-os, cuidando da manutenção de sua temperatura e desencadeando neles o reflexo da micção e de defecção, cabendo-lhes o ventre e cuidando da higiene. Com o desmame, inicia-se um período de afastamento e isto reflete numa total independência e perda de laços de afetividade maternos.

Os machos caninos e felinos desconhecem absolutamente seus filhotes, no entanto, de um modo geral costumam ser dóceis com os pequenos, pois ficam atraídos pela sua fragilidade. Há, porém, algumas raças que preferem se mantiver à distância, pois não tem paciência com as brincadeiras.

Evidentemente os cães não têm a mínima ideia de que os filhotes nasceram porque eles acasalaram com as fêmeas. O Boxer, Collie e Fila Brasileiro fazem parte de um grupo que são carinhosos com os seus filhotes. Depois que eles crescem, porém é difícil que a convivência pai e filho continue a mesma. A disputa pela fêmea e o cheiro do outro macho adulto, por exemplo, são motivos para criar vários pontos de discórdia entre eles. Neste caso a relação torna-se impossível e precisam ser separados.


Os gatos não diferem dos cães quanto ao espírito de família. Para eles, não interessa se os filhotes são ou não deles. Como mesmo depois de adulto eles são muito infantis, se você jogar uma bolinha para o pequeno, o pai irá correr atrás também, numa grande harmonia, até o momento que o filhote manifestar o cheiro de macho, que muitas vezes representa o fim da amizade de forma irreversível.

Os pássaros possuem um instinto de família muito alto. Em muitas espécies o macho chega a sentar no ninho para chocar os ovos. E depois de nascidos os filhotes, o pai ajuda a mãe na alimentação. Um dia antes dos ovos quebrarem a fêmea sai do ninho para tomar banho e ficar com as penas molhadas para amolecer a casca. Neste período, quem fica chocando no ninho é o macho. Há ainda casos em que a fêmea simplesmente abandona os filhotes para começar outra postura. O macho passa a alimentar sozinho os filhotes até que sejam adultos e suficientemente fortes para voarem.

O sagui é um pai muito especial, carrega o filhote o tempo todo e só o leva para a mãe na hora de alimentar. O desmame e a migração para outro lugar bem distante, deixando para trás a antiga família, dando início à formação de uma própria é a mais perfeita manifestação de que existe uma grande preocupação da natureza em preservar as espécies, evitando a consanguinidade que gera problemas congênitos e enfraquecimento.

Não importa se os animais são capazes de pensar e reconhecer os filhotes, pois o mistério da vida lhes é concedido e cabe a nós protegê-los e criarmos condições para uma coexistência pacífica.




Autoria:  Vininha F. Carvalho 

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Chocolate, a grande estrela da Páscoa, é um veneno para cães e gatos

                                   

Festas e comemorações são momentos para se ter ainda mais atenção com os animais de estimação. Mas é preciso resistir e jamais oferecer ovos e bombons para os pets, pois o chocolate faz muito mal à saúde deles.


O fígado dos cães e gatos não metaboliza uma substância presente no chocolate, chamada teobromina, que está relacionada com a quantidade de cacau. A teobromina afeta o sistema nervoso central. Dependendo da quantidade ingerida e do tamanho do animal, os sintomas vão desde vômito, diarreia, taquicardia até convulsões, podendo levar à morte em alguns casos.

Os chocolates mais escuros e amargos, que contêm maior percentual de cacau, são os mais tóxicos para os animais. No entanto, o chocolate ao leite e o chocolate branco também fazem mal e jamais devem ser oferecidos.

Como a teobromina demora até seis dias para ser eliminada pelo fígado, correm risco não somente aqueles que ingeriram muito chocolate de uma só vez, mas também os que comeram doses repetidas em dias sucessivos. Mas o problema não é apenas essa substância: chocolates contêm altas doses de açúcares e gorduras, que fazem muito mal à saúde dos pets.

No caso da ingestão de chocolate, o animal deverá ser levado a uma emergência veterinária para uma avaliação profissional do quadro de saúde. Como não existe antídoto para a intoxicação por teobrominas, o tratamento se baseia nos sintomas apresentados. A quantidade necessária para causar a intoxicação varia de acordo com o tamanho do animal, estado de saúde, sensibilidade individual e o tipo de chocolate ingerido.

Geralmente os sintomas de intoxicação ocorrem cerca de quatro a cinco horas após o animal consumir o chocolate ou algum alimento que contenha chocolate. O aparecimento de convulsões significa um prognóstico ruim na maioria dos casos e, muitas vezes, podem resultar em morte.

Portanto, é importante ficar atento e não deixar ovos e bombons em locais acessíveis a cães e gatos. Eles podem se sentir atraídos pelo cheiro, pela embalagem e comerem sem que os tutores percebam. Quem tem filhos pequenos em casa precisa ficar de olho para que eles não alimentem os animais ou que seu ovo de Páscoa seja abocanhado pelo animal de estimação.

Se a ideia for presenteá-los com guloseimas alusivas à data comemorativa, opte pelas fabricadas com ingredientes próprios para seu consumo. O mercado oferece muitas opções, incluindo chocolates sem cacau e açúcar e petiscos em formato de cenoura e coelho.

Autoria: Vininha F. Carvalho

sexta-feira, 29 de março de 2019

Ativista dentro de uma causa deve representar o ponto de equilíbrio


Amar os animais é um grande aprendizado. Eles estão presentes em nossa realidade, muitas vezes têm grande influência na vida das pessoas e, seus benefícios também devem ser reconhecidos. Cães e gatos podem viver mais de 12 anos, por isso, levar um animal para casa é um compromisso para a vida toda.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 44,13% dos lares brasileiros possui ao menos um cão em casa. Isto significa que existem cerca de 52,2 milhões de cachorros nos lares do Brasil. A Organização Mundial de Saúde (OMS), contudo, informou que existem mais de 30 milhões de animais, entre cães e gatos, abandonados pelas ruas, nas cidades brasileiras.

Não existem mais dúvidas sobre a senciência dos animais, a capacidade de sentir dor e prazer. As pessoas devem tomar consciência de que tratar os animais com dignidade não é um favor, mas respeito aos seus direitos adquiridos.

As pessoas que tratam bem os animais e os defendem verdadeiramente possuem um bom caráter e agem de maneira ética. Infelizmente, existem casos de pessoas que se aproveitam do sofrimento dos animais para causar polêmicas e aparecer na mídia. É verdade que ninguém é obrigado a amá-los, mas utilizá-los para fazer marketing deve ser considerado como um ato cruel.

Todos os seres vivos devem ser tratados dignamente. Não é porque o ser humano possui maior capacidade cognitiva que tem o direito de explorar os animais para satisfazer a sua vaidade.

Abusos emocionais independem da classe social, nível cultural ou capacidade cognitiva. Abusos emocionais acontecem porque a boa-fé nega a razão, está acima dela. Por isso encontramos tantas pessoas sendo iludidas.

Existem pessoas que se aproveitam da boa-fé dos amantes dos animais, tornando-a como um negócio para lá de lucrativo na internet. Esses abusadores geralmente se apresentam como líderes vaidosos, que visam valorizar a sua imagem. Promove momentos de denúncias infundadas para gerar o sensacionalismo com seus liderados, geralmente acompanhados de ameaças a quem não concorde com suas alegações.

O ativista dentro de uma causa torna-se o ponto de equilíbrio e peça-chave para fazer a diferença e buscar resultados eficazes. Ele deve mais que todos acreditar na solução dos problemas e buscar adquirir cada vez mais conhecimentos. Só poderá ser ativista quem estiver motivado e souber valorizar o princípio básico, respeito a todas as formas de vidas, inclusive a humana. Existem características positivas que devem ser identificadas e potencializadas nos ativistas. Desenvolver essas competências torna-se fundamental para o sucesso de uma causa.

No Brasil, país em que a legislação ambiental é tida como uma das mais avançadas do mundo, a proteção aos animais conquistou espaço na Constituição Federal de 1988. No artigo 225, inciso VII, define-se que "cabe ao Poder Público proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção das espécies ou submetam os animais à crueldade." Esta ideia embasou o artigo 32 da famosa Lei de Crimes Ambientais, que considera infração penal a conduta de crueldade para com os animais.


Fonte: Vininha F. Carvalho

sexta-feira, 22 de março de 2019

Cinco dicas indispensáveis para boas relações entre cães e seus humanos


Educar seu cãozinho é um processo que envolve, além de amor, muito tempo e muita paciência. Infelizmente nem todos conseguem tempo e paciência, o que prejudica bastante a convivência, resultando em latidos fora de hora, xixi e cocô no lugar errado, móveis e calçados roídos e outras situações que podem ser evitadas.

Para o Professor DeRose, autor do livro Anjos Peludos, “ter um cão dá trabalho e dá despesas. Para ter um cachorro, você precisa de maturidade e estrutura. É necessário pagar veterinário, dar vacinas e alimentos de boa qualidade, brinquedos, caminha (que ele vai destruir logo, logo), mantinhas e mais uma infinidade de coisas. Ter um cão é como ter um filho, só que não cresce nunca. Você tem de cuidar dele pela vida toda”, ressaltou.

DeRose é "pai" de duas cadelinhas da raça Weimaraner, a Jaya e a Frieda, e destaca que “o fundamental com cães, filhos e com todos os seres humanos, é cultivar a coerência. Se "não pode" algo, é preciso que não possa sempre. Se numa vez não pode e noutra pode, confunde a cabeça do comandado, seja cão, criança, amigo, namorado ou funcionário”.

DeRose tem 59 anos de magistério e escreveu vários livros sobre comportamento. Ele também dá outras 5 dicas importantíssimas para facilitar a convivência entre cãezinhos e seus humanos.

1 - Aprenda com quem conhece mais e também coloque um toque pessoal:

Antes de levar seu amiguinho para casa procure informações sérias sobre educação de cães. Alguns autores podem ajudar muito, como Cesar Millán e Alexandre Rossi. Contrate um treinador e lembre que a sua participação na educação do cachorro é fundamental. De nada adianta entregar o cão a um adestrador se os seus humanos não participarem das lições e capricharem na coerência. Assim como ocorre com os humanos, os animaizinhos, ficam confusos quando um educa e o outro deseduca. E também não vai funcionar se não houver treinamento sistemático, diário, permanente, incansável.

2 - Onde fica o banheiro?

Fique de olho nos primeiros dias. Sempre que o filhote ameaçar um xixi ou cocô, carregue-o (o cão!), mesmo pingando, e coloque-o em cima dos jornais espalhados previamente no chão para esse fim. Aponte para o jornal e diga: "xixi". Depois, é só transportar o jornal para outro lugar e ele saberá que onde houver essas folhas, lá é o banheiro. Um recurso que costuma funcionar é colocar o jornal em cima da obra de arte para absorver o cheiro e, depois, levá-lo para o canto certo. Já a localização inadequada, em que ele havia feito suas necessidades, deve ser bem lavada com desinfetante, para que o odor não seja identificado e, assim, evite-se a repetição do comportamento indesejado.

3 - Objetos da casa não são brinquedos:


Para que o seu cão seja feliz e equilibrado é preciso que ele tenha brinquedos que possa morder, despedaçar, correr atrás, fazer cabo-de-guerra com outros cães e com os humanos. A alegria de um cachorro correndo atrás de uma bolinha de tênis é indescritível. É necessário apenas educar o filhote para que ele entenda que só pode morder e destruir os brinquedos dele, e não os demais objetos da casa. Isso se consegue facilmente, sempre retirando da sua boca o outro objeto e oferecendo um dos seus brinquedos. Nos primeiros meses é preciso ser implacável: sempre de olho e permanentemente, sistematicamente, tirando o que não lhe pertence e "explicando" (condicionando, sempre com a mesma palavra), que aquele objeto não é para ele morder. Para que não deixe os brinquedos espalhados, ensinei minha cadelinha Jaya a trazer seus trecos. Digo-lhe: “traz o toy” ou “traz a cama” ou “traz a guia” e ela me ajuda, indo buscar no andar de baixo ou onde o objeto estiver. Tudo é uma questão de educação. E paciência, muita paciência!!!

4 - Deve-se bater no cão quando fizer algo errado?

Em hipótese alguma deve-se bater no cão, assim como no filho. Quando um educador parte para a agressão ele está confessando sua incapacidade. Um líder não entra em desespero. Já escutei pais e proprietários de cães declarando que "com este aqui só batendo, porque ele me tira do sério". Se ele, cão ou filho, tira-o do sério, é ele quem está no controle. Você pode agredi-lo, torturá-lo, mas jamais vai conquistar a sua alma. Quem educa através do medo e da dor não cativa a admiração, o afeto e o respeito. Isso significa que vai ser obedecido apenas enquanto estiver presente, mas quando sair de perto os comandados vão fazer o que bem entenderem. Além do mais, quem assistir a uma cena de agressão vai julgar você um neanderthal capaz de maltratar cães e crianças. Isso é péssimo para a sua imagem.

5 - Estabelecer sinais de aprovação e de desaprovação:

Desde o início estabeleça gestos e sons de aprovação ou de reprovação. Sempre que o cãozinho acertar alguma coisa, faça o mesmo som e dê-lhe uma recompensa de carinho, palavras, tom de voz e... petiscos! Quando ele errar, ignore. Isso funciona mais do que repreendê-lo, pois a repreensão pode se transformar em uma recompensa, já que ele ganhou a sua atenção, mesmo que seja na forma de bronca. No entanto, às vezes, será necessário avisar que determinada coisa não é para ser feita. Então, ajuda muito criar alguns sinais sonoros e gestos que possam ser facilmente reconhecidos.

Acima de tudo vale lembrar que, assim como você dedica tempo para a família, para os amigos e para si mesmo, seu cão também precisará de toda a atenção e ajuda para compreender o mundo que o cerca.



Fonte: Mayara Carlis