segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Dia Nacional de Adotar um Animal será comemorado pelo 19º ano consecutivo


Ao analisarmos a relação homem-animal ao longo da história da humanidade, percebe-se que muitos erros e atrocidades foram cometidos contra os animais, por falta de conhecimento, pela ganância ou em nome de tradições culturais. Os primeiros animais domesticados foram trazidos ao Brasil pelos colonizadores portugueses. Desde então, a relação homem - animal vem passando por profundas transformações. Para algumas espécies, como por exemplo, os cães e gatos, as mudanças foram marcantes.

No século passado, em 1929 no Congresso de Proteção Animal em Viena, Áustria, foi declarado o dia da morte de São Francisco de Assis, 4 de outubro, como o Dia Mundial do Animal, por ele ser tão generoso para com os animais. Embora a declaração dos animais siga a mesma trilha filosófica da dos Direitos do Homem, fica claro que estamos bem longe de uma equação justa, de proteção e amor aos animais.

Mesmo com alguns avanços na proteção aos animais, o artigo 2º - que versa que o homem, como também uma espécie animal, não pode exterminar outros animais ou explorá-los violando este direito, está longe de ser uma realidade. Nós temos que contextualizar advertir e orientar que a situação atual dos animais na sociedade requer uma visão adequada aos novos tempos.

O direito de viver dignamente, sem dor e sofrimento, por estar abandonado, ainda está para se transformar em realidade, por isto no dia 4 de outubro de 2000, foi criado o Dia Nacional de Adotar um Animal, que visa abordar o tema de uma forma mais adequada aos desafios do século XXI, agregando novos valores e reforçando a homenagem ao patrono da ecologia, São Francisco de Assis. Agregar valores é uma proposta de aprendizado, é sinônimo de fortalecer e evoluir


Como idealizadora do Dia Nacional de Adotar um Animal ressalto que a cada dia os animais domésticos conquistam mais espaço na sociedade. Para comemorarmos esta data no dia 4 de outubro, devemos defender estas inocentes vítimas, transmitindo as pessoas o que realmente acontece com os animais na atualidade, não prendendo, apenas ao passado distante, onde a concepção sobre a condição de vida dos animais era muito diferente. É preciso renovar os conceitos, promover a posse responsável e estimular o controle da natalidade nos cães e gatos, o que no século passado não era incentivado.

- Colabore , participe , faça a diferença  :

- Divulgue esta proposta para seus amigos, nas escolas, nas igrejas, enfim ecoando no coração das pessoas. Através de cartazes confeccionados com muita criatividade. Poderá divulgar em vários locais públicos, clinicas veterinárias e petshops , que 4 de outubro é o Dia Nacional de Adotar um Animal

- Cada aliado que se disponha ajudar, será sempre uma grande conquista e aumentará a possibilidade de diminuirmos o número de animais abandonados.


- A sua entidade poderá realizar eventos de manifestação de apoio e assim, fortalecer a sua participação neste processo de valorização e respeito ao animal na sociedade.


Autoria:  Vininha F. Carvalho

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Cão de guarda eficiente deve saber obedecer ao tutor


Os cães para guarda patrimonial se tornaram extremamente importantes no cotidiano do Século XXI. Eles devem desconfiar de toda e qualquer pessoa estranha e não devem receber estranhos em seu território sem que seu tutor autorize. Por isto, eles devem ser adestrados para saber diferenciar os tipos de estranhos: os intrusos e as visitas.

O cão deve ser bem socializado com pessoas e outros animais enquanto ainda filhote, para que sempre que o tutor autorizar a entrada de estranhos em casa, neste caso, visitas, o cão não venha a atacá-los.•.

Como os cães de guarda têm por sua natureza a postura dominante e, em última instância, agressiva para estranhos, não são cães para tutores inexperientes ou que não consigam lidar com situações que necessitem de se impor para o animal.

Para que sejam cães equilibrados, estes devem ser bem socializados e treinados por profissionais qualificados e que recebam o treinamento de obediência antes de qualquer outro. O cão de guarda eficiente deve saber obedecer ao tutor, caso contrário pode tornar-se uma ameaça para o mesmo.

Os adestradores incentivam e ensinam o tutor a realizar o treinamento adequado. É preciso saber despertar no animal o senso de convivência, ajudando de esta forma prevenir um temperamento descontrolado.

A procedência é um aspecto essencial. Antes de levá-lo para casa, é preciso saber de onde vem. Criadores idôneos são pessoas que se dedicam, praticamente, em tempo integral à sua criação. Que pesquisam e se preocupam em escolher padreadores corretos, que se preocupam com o temperamento do cão, com a saúde de cada animal. Não são pessoas que estão vendendo filhotes porque suas cadelas cruzaram acidentalmente.

Criadores sérios mantêm o canil limpo, seus cachorros são bem tratados e estão à disposição para serem visitados qualquer hora do dia. Seus cachorros não são uma matilha gigante afastados da casa, fazem parte da família.

A escolha do filhote certo exige cuidado. Os especialistas em adestramento ensinam que o melhor animal não é o filhote brincalhão nem o mais tímido. O meio termo é a melhor opção.

Por se tratarem de animais muito fortes, é recomendado que na hora da aquisição de um cão de guarda, seja feita uma busca para localizar um criador que inspire confiança, pois essa será a garantia de ter um cão equilibrado e saudável.

O verdadeiro criador busca encontrar pessoas responsáveis para cuidar dos filhotes de animais considerados perigosos, não permitindo a extinção de algumas raças por serem difamadas na sociedade.

A responsabilidade por danos causados por animais está prevista nos artigos 1527 e 159, ambos do Código Civil, de maneira que o proprietário do animal que não o guardar com as devidas cautelas responde civilmente por culpa pelos danos que ele vier a causar às pessoas, devendo indenizar a vítima. Na esfera penal o proprietário do animal pode responder ainda como incurso no artigo129, parágrafo 6° do Código Penal, ou no artigo 31 da Lei das Contravenções Penais, que considera contravenção não guardarem com a devida cautela um animal perigoso.



Autoria: Vininha F.Carvalho 

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A responsabilidade do tutor diante do ataque de seu cão


A decisão de se adotar um cão deve ser muito sincera e profunda. A felicidade de um cão é um dom que impõe obrigações morais tão grandes quanto às impostas pela amizade a um ser humano. As pessoas insensíveis, incapazes de desenvolver no animal o sentimento de respeito e amor, ao adquirirem sua posse podem estar criando enormes problemas a si e a terceiros.

Os tutores de animais respondem civil e criminalmente pelos danos que estes causarem, ressarcindo material e moralmente as vítimas. Se o animal causar a morte de alguém, o dono deverá pagar os gastos médico-hospitalares e funeral. Assim como fica obrigado a pagar pensão alimentícia aos dependentes.

Em caso de ferimento ou outra lesão a pessoa, o tutor do animal pagará o tratamento e os lucros cessantes até o fim da convalescença. Se o ferimento resultar em algum tipo de deformidade, esse valor será duplicado. Se a vítima ficar com um defeito que impeça de exercer sua profissão ou diminua sua capacidade de trabalho a indenização incluirá ainda uma pensão proporcional á perda da aptidão para o trabalho.

No âmbito da responsabilidade penal o tutor do animal pode responder por crime culposo (lesão ou homicídio) se ficar demonstrado que agiu com negligência, imprudência ou imperícia.
O animal que é criado num ambiente equilibrado, recebendo um adestramento que permita o domínio de sua agressividade, caso venha a provocar um acidente onde seja possível provar que o proprietário tomou todos os cuidados e o ocorrido foi imprevisível, não se configura um crime.

A prevenção dos acidentes que envolvem os cães inicia-se na responsabilidade que o criador tem de não permitir que as pessoas sem condições mínimas adquiram o filhote, expondo futuramente o animal adulto a transferir através da violência, todos seus traumas decorrentes da fome, da sede e falta de convívio com as pessoas. A permanência por longos períodos confinado em cubículos sombrios ou preso em correntes curtas, com o único intuito de defender o patrimônio quando soltos, pode transformar o animal numa fera indomável.


Autoria: Vininha F.Carvalho 

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Animais enxergam as cores de maneira diferente do ser humano


A retina das pessoas capta três tipos de cores: o azul, vermelho e verde, o que permite enxergar uma variedade enorme de cores. Existem dois tipos de células sensíveis à luz no olho: os cones e os bastonetes. Os humanos possuem até seis milhões de cones na retina. Enquanto os bastonetes respondem à intensidade luminosa (níveis baixos ou altos de luz), os cones leem as frequências da luz, permitindo que as cores sejam identificadas.

Assim, os bastonetes permitem ver de noite ou com pouca luz e os cones possibilitam perceber distintas cores. Tanto nos bastonetes como nos cones, existem moléculas de um tamanho relativamente grande que absorvem os fótons que chegam a elas e que são as que produzem finalmente impulsos elétricos no nervo óptico.

O cérebro dos animais interpreta a combinação das frequências de uma forma diferente. Para que um animal possa perceber as inúmeras cores, precisa ter pelo menos duas classes diferentes de células sensíveis à cor em seu olho, os cones, e uma capacidade cerebral que possa entender as mensagens que recebe destas células.

Os gatos reagem apenas às cores violeta, azul, verde e amarelo. Como resultado dessa condição, a visão deles é embaçada e eles não conseguem ver os detalhes de objetos. Apesar de não terem uma visão capaz de distinguir muitas cores, eles são capazes de detectar qualquer movimento. Isto também é reflexo do campo de visão dos gatos, que é de 200°. O do ser humano é de 180°. Tal característica permite que o animal tenha uma visão panorâmica mais ampla.
O gato enxerga no escuro cerca de seis a oito vezes melhor do que os humanos, e isso se deve a presença de diversos bastonetes na visão, que é um componente da retina responsável pela recepção de luz no escuro.

O cão pode ver em cor, mas não tantas cores como os humanos, já que possui só dois tipos distintos de cones. Ele consegue distinguir o azul do amarelo, do vermelho ou do verde, mas não diferencia o vermelho do verde. Os caninos veem na escuridão de quatro a cinco vezes melhor do que o ser humano.

A pomba possui até cinco tipos diferentes de cones, logo percebe mais cores do que um ser humano. A borboleta possui quatro tipos diferentes de cones. Um tipo de camarão tem pelo menos doze classes de células sensíveis à cor e provavelmente seja o animal que mais cores percebam.

Há casos de animais que não possuem cones e só disponha de bastonetes em seu olho. Eles não poderão perceber cor alguma, apenas mudanças de intensidade de luz. Seu mundo é um mundo de sombras, no qual as sombras menos escuras correspondem a mais luz e as menos escuras, a menos luz. Este é o caso, por exemplo, das salamandras.

Também não verá a cor um animal que, além de bastonetes, só possua um tipo de cone (são necessários dois, no mínimo, para distinguir cores). Assim, seu mundo não será em escala de cinzas como, no caso da salamandra, mas na escala da única cor que percebam seus cones. Isso é que acontece com o polvo.

Ainda há o caso de animais que possuem células sensíveis a frequências que ficam em faixa do espectro eletromagnético não visível para os olhos humanos. É o caso das abelhas, que veem a luz ultravioleta (UV), uma frequência que é invisível para os humanos. As abelhas usam esta visão em UV para ver os padrões das pétalas florais, os quais lhe indicam onde se encontra o néctar.


Fonte: Vininha F. Carvalho