quarta-feira, 1 de julho de 2020

Adoção de um animal é uma experiência muito gratificante



De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem mais de 30 milhões de animais abandonados vivendo nas ruas do Brasil. Destes, mais de 20 milhões são cachorros. Para diminuir o número expressivo de animais abandonados e sujeitos a maus tratos em todo o país a adoção responsável possibilita uma condição de vida digna.

Os abrigos e ONGS sérias que promovem doação de animais exigem que no ato da adoção, que o interessado assine um termo de responsabilidade pelo animal, comprometendo-se a cuidar bem dele, oferecendo os cuidados básicos e fundamentais para assegurar o seu bem estar e, também dos membros da família. Para levar um animal para casa determinam que seja preciso ter mais de 18 anos, apresentar cópia do RG, CPF e um comprovante de residência.

O animal a ser adotado deverá estar vermifugado, castrado e vacinado. Estas medidas são fundamentais para prevenir diversos tipos de zoonoses, doenças que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos. A castração é recomendada tanto para fêmeas quanto para machos. Certifique-se que animal esteja vacinado com vacinas de qualidade e com comprovante assinado e carimbado por um médico veterinário.

Levar um animal para casa é uma experiência muito gratificante, mas é importante que o tutor tenha paciência, pois o cão precisa de um tempo para se adaptar. Por isso, é essencial que haja uma preparação do ambiente, assim o animal se sentirá seguro e confortável no seu novo lar. É necessário ter condições financeiras para garantir uma alimentação regrada e balanceada, procurar um veterinário a qualquer sinal ou mudança de comportamento e manter a higiene do local, principalmente livre de pulgas e carrapatos. A água deve ser oferecida em vasilha adequada e trocada diariamente.

Cada fase da vida tem uma alimentação indicada, desde os primeiros dias de vida até a fase adulta. É importante escolher um alimento que se adeque também ao porte do animal e à raça, pois cada um deles tem uma necessidade nutricional específica.

Alguns cuidados são primordiais para garantir a segurança do animal, como por exemplo: – deve-se evitar deixar fios elétricos, do celular ou de outros aparelhos eletrônicos soltos ou pendurados; produtos de limpeza, remédios e alimentos que podem ser tóxicos, precisam ficar em lugares altos, totalmente fora do alcance e o acesso à piscina deve ter proteção, principalmente impedindo a aproximação dos filhotes.

Se o cão for ficar livre no quintal, é importante ter um abrigo contra a chuva e o frio, por isso, uma casinha é o mais adequado. Caso o animal fique no ambiente interno da casa, basta escolher uma caminha confortável.

Atualmente os animais vivem em média 15 anos. Isso deve ser levado em consideração na hora de adotar, pois a responsabilidade com ele não envolve somente dinheiro, mas também, atenção, carinho e muito amor.

As pessoas que já viveram a experiência de conviver com um animal adotado tiveram o privilégio de descobrir o quanto o amor incondicional traz benefícios para a sua qualidade de vida. Fazer o bem para os animais é o melhor remédio para quem tem muito amor para oferecer, mas não encontrou reciprocidade nas relações sociais.



Autoria:  Vininha F. Carvalho 

terça-feira, 12 de maio de 2020

Adoção de pets na quarentena exige responsabilidade


Neste momento em que todos estão em casa e a solidão começa a bater, algumas pessoas e famílias têm encontrado o conforto emocional através da companhia de um pet. Muitas adoções estão acontecendo, e elas precisam ser realizadas de maneira responsável.

Não é novidade para ninguém os inúmeros benefícios na relação entre humanos e animais. Resultados de uma pesquisa realizada pelo Centro de Nutrição e Bem-Estar Animal WALTHAM™, parte da Mars Petcare, apontam que 82% dos tutores de pets confirmaram um impacto positivo deles em suas vidas. Além disso, 64% alegam se sentir mais felizes e relaxados pela presença de animais em casa.

De acordo com o IBGE, existem mais de 139 milhões de animais de estimação no país. Por trás deles, tutores ávidos por novidades para agradar seus animais. O resultado é um mercado deste setor aquecido, que deve atingir um faturamento de R﹩ 20 bilhões em 2020. Hoje, o Brasil é o segundo maior mercado pet do mundo, com 5% da fatia do faturamento global, de US﹩ 124,6 bilhões.

A quarentena recomendada pela OMS mudou a rotina de muitos tutores e, por consequência de seus animais de estimação. As pessoas começaram a fazer home office e permanecerem longe de interação social. Os cães tiveram seus passeios encurtados e até mesmo cancelados. O fato de ficarem por muito tempo em casa pode abrir margem para o tédio, ansiedade e agitação que prejudicam o convívio para ambos. Para que essa mudança tenha o menor impacto possível, é preciso investir no enriquecimento ambiental e cuidar para que o seu animal de estimação tenha variados estímulos.

Todos precisam se readequar ao confinamento, e para que os pets se sintam confortáveis e saudáveis durante este período, é necessário usar da criatividade. O DOG Grama, por exemplo, permite que o pet tenha uma área de lazer na sua própria sacada do apartamento. Vendido pela web visa facilitar o período de isolamento social das pessoas, especialmente as que têm mais de 60 anos, ou seja, mesmo que estas pessoas não consigam passear com seus pets, poderão incorporar a grama natural encontrada em ruas e praças, na rotina de seu pet.

O DOG Grama é um módulo de grama natural viva que pode ser manuseado e posicionado facilmente e que atende às necessidades do cão, do gato ou de outro pet. Envolto por uma manta geotêxtil sobre uma manta drenante proporciona alta resistência à pisada e permite o escoamento da água para o ralo, além de uma cinta lateral flexível que garante sua integridade e facilita seu manuseio e transporte. Basta colocá-lo sobre o piso frio de sacadas que recebam a luz do sol e daí é só aguar para mantê-lo limpo e saudável.

Os chamados brinquedos inteligentes são alternativas para desafiar os pets e diminuir o sintomas do tédio. Geralmente esses brinquedos permitem colocar um alimento que o animal gosta. Ele ficará tentando acessar o petisco e se entretido por muito tempo. Os tutores podem produzir o brinquedo em casa com uma garrafa pet. Basta retirar o rótulo, colocar o alimento dentro e fazer furinhos na embalagem. É importante que o pet consiga pegar o petisco, caso contrário, ele perderá o interesse no brinquedo.

Outra opção para os tutores que tem uma casa espaçosa é a de pendurar um pneu pequeno que funcione com mordedor. Basta passar uma corda por ele e prendê-lo em algum lugar. Essa brincadeira permitirá que o animal descarregue toda a sua força e energia.

O tutor precisa ter consciência da importância da disponibilidade de tempo, dedicação, cuidados, carinho e condições financeiras para que os animais acolhidos por eles possam desfrutar de uma vida digna. Independente de ser ou não um período de quarentena a presença do tutor responsável é sempre necessária. Isolamento num quintal e abandono não podem ocorrer quando esta fase terminar. Da mesma maneira que eles trazem bem-estar, também é preciso zelar e cuidar para que eles vivam saudáveis e felizes.



Fonte: Vininha F. Carvalho , jornalista e editora do Animallivre News

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Brincadeiras criativas favorecem o convívio com os pets durante a quarentena



Em tempos de quarentena, mudanças de rotina são de suma importância e a situação também afeta os animais de estimação. Este é o momento de sermos ainda mais responsáveis com o compartilhamento de informações sobre o novo coronavírus.

São falsos os conteúdos que associam o atual surto de Coronavírus humano (SARS-CoV-2) ao Coronavírus Entérico Canino (CCoV). Trata-se de espécies diferentes (humanos e cães) e vírus diferentes que, apesar de pertencerem à mesma família, têm características distintas e não possuem os mesmos hospedeiros e capacidade de provocar doença. Em cães, por exemplo, já foram identificadas duas espécies de coronavírus: o entérico canino (CCoV) e o respiratório canino (CRCoV). Em gatos, o coronavírus felino (FCoV). O coronavírus que acomete os gatos, não é o mesmo que acomete cães, que também não possui relação com o encontrado em suínos, aves, bovinos e outros.

“Se fosse alta a transmissão do novo coronavírus de humanos para os animais já teríamos muitos casos registrados no mundo todo”. A avaliação é da médica veterinária Cinthya Ugliara, que atende na rede de clínicas Dra. Mei. Ela lembra que, nos casos relatados de pets supostamente infectados com COVID-19 por seus tutores - na Bélgica (um gato) e em Hong Kong (dois cachorros e três gatos) -, nenhum apresentou sintomas.

De acordo com a médica veterinária, Cinthya Ugliara, o teste de PCR detecta a existência do vírus ou a reação cruzada com outros tipos de coronavírus em cães e gatos. A IDEXX obteve mais de quatro mil amostras de cães, gatos e cavalos aplicadas com o novo teste SARS-CoV-2 e todas deram negativo.

Tutores de animais de estimação têm sentido o quanto o carinho deles é fundamental nesse momento de quarentena, eles colaboram para manter a saúde mental. Os pets transmitem a sensação de segurança e bem-estar, além de nos ajudar a lidar melhor com o estresse, a ansiedade e a depressão. principalmente neste momento de isolamento social em que muitas pessoas estão sozinhas em casa, se adaptando com uma nova rotina.

As pessoas precisam manter limpos os ambientes da casa e dos aparelhos mais usados, como celulares e computadores. A WSAVA - World Small Animal Veterinary Association (Global Veterinary Community) recomenda que as pessoas positivas para COVID-19 não tenham contato muito próximo com seus pets. Evitar abraços, beijos e lambidas no animal de estimação, se estiver com gripe ou resfriado.

Os cães precisam de atividade física para manter corpo e mente ativos. Quando um animal fica confinado e sem o estímulo necessário, ele pode apresentar distúrbios de comportamento, irritação e até mesmo episódios de agressividade. Não é interessante neste período levar o animal para passear, mas se isso for inevitável, é necessário higienizar as patas e o focinho quando voltar para casa.

Para que essa mudança de rotina tenha o menor impacto possível, é preciso investir no enriquecimento ambiental e cuidar para que o seu animal de estimação tenha variados estímulos. No entanto, a técnica não se resume a dar um ursinho de pelúcia ou uma bolinha para o cão. Para entreter o pet, é preciso investir em brinquedos especiais e brincadeiras criativas. É possível produzir o brinquedo em casa com uma garrafa pet. Basta retirar o rótulo, colocar o alimento dentro e fazer furinhos na embalagem. É importante que o pet consiga pegar o seu prêmio, caso contrário, ele perderá o interesse no brinquedo.

- Confira abaixo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Associação Mundial de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (World Small Animal Veterinary Association - WSAVA):

1 - Passeios com os pets devem ser mais breves e o tutor deve procurar áreas ao ar livre e sem aglomeração de pessoas;

2 - Recomenda-se evitar o contato com outros tutores e outros pets quando sair;

3 - O mais indicado é que apenas um tutor fique responsável por passear com o cãozinho;

4 - Se o animal tiver apenas um tutor e este estiver infectado, o ideal é que o pet fique na casa de um familiar ou amigo de confiança;

5 - Ao voltar dos passeios, passe um lenço umedecido no pelo e nas patas do animal. Existem lenços antissépticos para pets, mas na falta deles é possível usar um sabão neutro comum ou lenço de bebê;

6 - Quem tem gato deve evitar as saidinhas e manter o animal em casa sempre que possível;

7 - Brinque bastante com o pet dentro de casa. Cães adoram correr em busca de brinquedos. No caso dos gatos, é indicado disponibilizar arranhadores e usar Feliway (versão sintética do feromônio felino FR, responsável pela sensação de tranquilidade e segurança) ou Catnip (erva indicada para deixar gatos mais tranquilos) para atraí-los para o objeto, uma vez que arranhar ajuda aliviar estresse e ansiedade;

8- Após as brincadeiras, lave bem com água e sabão os objetos como bolinhas, bichinhos de borracha, entre outros;

9 - Não é recomendado dormir com seu pet e, por ora, evite beijos, abraços e lambidas;

10 - E por último, mas não menos importante, higienize bem as mãos após os passeios e interações com seu animal de estimação.


Autoria: Vininha F. Carvalho 

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Cão de guarda eficiente deve saber obedecer ao tutor


Os cães para guarda patrimonial se tornaram extremamente importantes no cotidiano do Século XXI. Eles devem desconfiar de toda e qualquer pessoa estranha e não devem receber estranhos em seu território sem que seu tutor autorize. Por isto, eles devem ser adestrados para saber diferenciar os tipos de estranhos: os intrusos e as visitas.

O cão deve ser bem socializado com pessoas e outros animais enquanto ainda filhote, para que sempre que o tutor autorizar a entrada de estranhos em casa, neste caso, visitas, o cão não venha a atacá-los.•.

Como os cães de guarda têm por sua natureza a postura dominante e, em última instância, agressiva para estranhos, não são cães para tutores inexperientes ou que não consigam lidar com situações que necessitem de se impor para o animal.

Para que sejam cães equilibrados, estes devem ser bem socializados e treinados por profissionais qualificados e que recebam o treinamento de obediência antes de qualquer outro. O cão de guarda eficiente deve saber obedecer ao tutor, caso contrário pode tornar-se uma ameaça para o mesmo.

Os adestradores incentivam e ensinam o tutor a realizar o treinamento adequado. É preciso saber despertar no animal o senso de convivência, ajudando de esta forma prevenir um temperamento descontrolado.

A procedência é um aspecto essencial. Antes de levá-lo para casa, é preciso saber de onde vem. Criadores idôneos são pessoas que se dedicam, praticamente, em tempo integral à sua criação. Que pesquisam e se preocupam em escolher padreadores corretos, que se preocupam com o temperamento do cão, com a saúde de cada animal. Não são pessoas que estão vendendo filhotes porque suas cadelas cruzaram acidentalmente.

Criadores sérios mantêm o canil limpo, seus cachorros são bem tratados e estão à disposição para serem visitados qualquer hora do dia. Seus cachorros não são uma matilha gigante afastados da casa, fazem parte da família.

A escolha do filhote certo exige cuidado. Os especialistas em adestramento ensinam que o melhor animal não é o filhote brincalhão nem o mais tímido. O meio termo é a melhor opção.

Por se tratarem de animais muito fortes, é recomendado que na hora da aquisição de um cão de guarda, seja feita uma busca para localizar um criador que inspire confiança, pois essa será a garantia de ter um cão equilibrado e saudável.

O verdadeiro criador busca encontrar pessoas responsáveis para cuidar dos filhotes de animais considerados perigosos, não permitindo a extinção de algumas raças por serem difamadas na sociedade.

A responsabilidade por danos causados por animais está prevista nos artigos 1527 e 159, ambos do Código Civil, de maneira que o proprietário do animal que não o guardar com as devidas cautelas responde civilmente por culpa pelos danos que ele vier a causar às pessoas, devendo indenizar a vítima. Na esfera penal o proprietário do animal pode responder ainda como incurso no artigo129, parágrafo 6° do Código Penal, ou no artigo 31 da Lei das Contravenções Penais, que considera contravenção não guardarem com a devida cautela um animal perigoso.



Autoria: Vininha F.Carvalho