O relacionamento dos animais do sexo masculino com os seus filhotes



O ser humano mantém um relacionamento familiar que transcende em muitos anos a fase do aleitamento dos filhos. Nos cães e gatos este processo é muito diferente, sendo que as fêmeas se dedicam aos filhotes quando estes são recém-nascidos, amamentando-os, cuidando da manutenção de sua temperatura e desencadeando neles o reflexo da micção e de defecção, cabendo-lhes o ventre e cuidando da higiene. Com o desmame, inicia-se um período de afastamento e isto reflete numa total independência e perda de laços de afetividade maternos.

Os machos caninos e felinos desconhecem absolutamente seus filhotes, no entanto, de um modo geral costumam ser dóceis com os pequenos, pois ficam atraídos pela sua fragilidade. Há, porém, algumas raças que preferem se mantiver à distância, pois não tem paciência com as brincadeiras.

Evidentemente os cães não têm a mínima ideia de que os filhotes nasceram porque eles acasalaram com as fêmeas. O Boxer, Collie e Fila Brasileiro fazem parte de um grupo que são carinhosos com os seus filhotes. Depois que eles crescem, porém é difícil que a convivência pai e filho continue a mesma. A disputa pela fêmea e o cheiro do outro macho adulto, por exemplo, são motivos para criar vários pontos de discórdia entre eles. Neste caso a relação torna-se impossível e precisam ser separados.


Os gatos não diferem dos cães quanto ao espírito de família. Para eles, não interessa se os filhotes são ou não deles. Como mesmo depois de adulto eles são muito infantis, se você jogar uma bolinha para o pequeno, o pai irá correr atrás também, numa grande harmonia, até o momento que o filhote manifestar o cheiro de macho, que muitas vezes representa o fim da amizade de forma irreversível.

Os pássaros possuem um instinto de família muito alto. Em muitas espécies o macho chega a sentar no ninho para chocar os ovos. E depois de nascidos os filhotes, o pai ajuda a mãe na alimentação. Um dia antes dos ovos quebrarem a fêmea sai do ninho para tomar banho e ficar com as penas molhadas para amolecer a casca. Neste período, quem fica chocando no ninho é o macho. Há ainda casos em que a fêmea simplesmente abandona os filhotes para começar outra postura. O macho passa a alimentar sozinho os filhotes até que sejam adultos e suficientemente fortes para voarem.

O sagui é um pai muito especial, carrega o filhote o tempo todo e só o leva para a mãe na hora de alimentar. O desmame e a migração para outro lugar bem distante, deixando para trás a antiga família, dando início à formação de uma própria é a mais perfeita manifestação de que existe uma grande preocupação da natureza em preservar as espécies, evitando a consanguinidade que gera problemas congênitos e enfraquecimento.

Não importa se os animais são capazes de pensar e reconhecer os filhotes, pois o mistério da vida lhes é concedido e cabe a nós protegê-los e criarmos condições para uma coexistência pacífica.




Autoria:  Vininha F. Carvalho 

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