segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Adotar um animal pode ajudar a diminuir a pressão sanguínea e o estresse




Desde os mais remotos tempos, o animal tem contribuído de alguma forma para que os homens possam construir um mundo melhor. Muitas das civilizações utilizaram os cavalos como meio de transportes, os gatos para proteger os celeiros, os bois para arar as terras para o plantio, os pombos correio na comunicação a longa distância e os cães no auxílio à guarda das propriedades, permitindo o desenvolvimento econômico e cultural dos povos. Através da confecção de selos, brasões, estátuas, desenhos e símbolos foram prestados inúmeras homenagens a eles.

Os grandes gênios da humanidade foram verdadeiros amantes dos animais. Quem já não ouviu essa célebre frase de Leonardo da Vinci: - "chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e nesse dia, um crime contra qualquer um deles será considerado um crime contra a humanidade".


Com todos os avanços da ciência, pesquisas mostram que o convívio com os animais, é considerado um dos melhores recursos terapêuticos. Os animais domésticos passaram a ser considerados importantes na sociedade, por oferecer apoio emocional. Para quem vive na cidade, representam contato com a natureza. Está nos genes humanos apreciar a interação com animais e plantas. A simples presença de um animal de estimação pode ser relaxante, ajudar a diminuir a pressão sanguínea e o estresse.

Atualmente, em muitos lugares, os animais são usados na recuperação de doentes, convalescentes e até presidiários. Na Europa, 30% das terapias de recuperação utilizam animais. Em San Francisco, nos Estados Unidos, existe um programa em que cães e gatos oferecem conforto a pacientes terminais de Aids.

A preocupação em criar leis e campanhas, para defender os animais do abandono e de todos os tipos de exploração, cometidas nos circos, em rodeios e, também o combate ao tráfico de animais silvestres e um interesse muito grande em salvar algumas espécies da extinção, demonstram que as pessoas estão conscientes que estas atitudes representam assegurar o equilíbrio do planeta.

A população de pequenos animais, que vivem e sobrevivem, em relação direta com as condições do meio ocupado pelo homem, não podem continuar sendo abandonados. Esta situação requer a urgência de unir esforços da comunidade, para que se obtenha o controle de natalidade, enfatizando a necessidade de sensibilização da população sobre a posse e responsabilidade e a esterilização dos animais de estimação. 

O Dia Nacional de Adotar um Animal, que foi comemorado em 4 de outubro, visou mobilizar muitas pessoas a praticarem ações positivas, salvando muitas vidas.

O abandono de um animal é um crime. Este ato cruel e degradante demonstra clara falta de caráter e incapacidade para assumir compromisso. É importante aprender a trocar o D de doação pelo B de boa ação, e no Dia Nacional de Adotar um Animal foram realizadas muitas ações concretas em homenagem à São Francisco de Assis, promovendo a adoção responsável e divulgando os seus valões e princípios.

O engajamento das escolas na luta em defesa dos direitos dos animais e preservação da natureza é fundamental para que as crianças passem a trazer consigo um sentimento de respeito para com o meio em que vivem, combatendo as atitudes do comportamento violento na sociedade.

A necessidade de implantarmos, uma nova mentalidade capaz de permitir uma relação de respeito e proximidade com os animais e a natureza em geral, permitirá também o desenvolvimento da cultura da paz.


Fonte: Vininha F. Carvalho

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