segunda-feira, 27 de abril de 2020

Brincadeiras criativas favorecem o convívio com os pets durante a quarentena



Em tempos de quarentena, mudanças de rotina são de suma importância e a situação também afeta os animais de estimação. Este é o momento de sermos ainda mais responsáveis com o compartilhamento de informações sobre o novo coronavírus.

São falsos os conteúdos que associam o atual surto de Coronavírus humano (SARS-CoV-2) ao Coronavírus Entérico Canino (CCoV). Trata-se de espécies diferentes (humanos e cães) e vírus diferentes que, apesar de pertencerem à mesma família, têm características distintas e não possuem os mesmos hospedeiros e capacidade de provocar doença. Em cães, por exemplo, já foram identificadas duas espécies de coronavírus: o entérico canino (CCoV) e o respiratório canino (CRCoV). Em gatos, o coronavírus felino (FCoV). O coronavírus que acomete os gatos, não é o mesmo que acomete cães, que também não possui relação com o encontrado em suínos, aves, bovinos e outros.

“Se fosse alta a transmissão do novo coronavírus de humanos para os animais já teríamos muitos casos registrados no mundo todo”. A avaliação é da médica veterinária Cinthya Ugliara, que atende na rede de clínicas Dra. Mei. Ela lembra que, nos casos relatados de pets supostamente infectados com COVID-19 por seus tutores - na Bélgica (um gato) e em Hong Kong (dois cachorros e três gatos) -, nenhum apresentou sintomas.

De acordo com a médica veterinária, Cinthya Ugliara, o teste de PCR detecta a existência do vírus ou a reação cruzada com outros tipos de coronavírus em cães e gatos. A IDEXX obteve mais de quatro mil amostras de cães, gatos e cavalos aplicadas com o novo teste SARS-CoV-2 e todas deram negativo.

Tutores de animais de estimação têm sentido o quanto o carinho deles é fundamental nesse momento de quarentena, eles colaboram para manter a saúde mental. Os pets transmitem a sensação de segurança e bem-estar, além de nos ajudar a lidar melhor com o estresse, a ansiedade e a depressão. principalmente neste momento de isolamento social em que muitas pessoas estão sozinhas em casa, se adaptando com uma nova rotina.

As pessoas precisam manter limpos os ambientes da casa e dos aparelhos mais usados, como celulares e computadores. A WSAVA - World Small Animal Veterinary Association (Global Veterinary Community) recomenda que as pessoas positivas para COVID-19 não tenham contato muito próximo com seus pets. Evitar abraços, beijos e lambidas no animal de estimação, se estiver com gripe ou resfriado.

Os cães precisam de atividade física para manter corpo e mente ativos. Quando um animal fica confinado e sem o estímulo necessário, ele pode apresentar distúrbios de comportamento, irritação e até mesmo episódios de agressividade. Não é interessante neste período levar o animal para passear, mas se isso for inevitável, é necessário higienizar as patas e o focinho quando voltar para casa.

Para que essa mudança de rotina tenha o menor impacto possível, é preciso investir no enriquecimento ambiental e cuidar para que o seu animal de estimação tenha variados estímulos. No entanto, a técnica não se resume a dar um ursinho de pelúcia ou uma bolinha para o cão. Para entreter o pet, é preciso investir em brinquedos especiais e brincadeiras criativas. É possível produzir o brinquedo em casa com uma garrafa pet. Basta retirar o rótulo, colocar o alimento dentro e fazer furinhos na embalagem. É importante que o pet consiga pegar o seu prêmio, caso contrário, ele perderá o interesse no brinquedo.

- Confira abaixo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Associação Mundial de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (World Small Animal Veterinary Association - WSAVA):

1 - Passeios com os pets devem ser mais breves e o tutor deve procurar áreas ao ar livre e sem aglomeração de pessoas;

2 - Recomenda-se evitar o contato com outros tutores e outros pets quando sair;

3 - O mais indicado é que apenas um tutor fique responsável por passear com o cãozinho;

4 - Se o animal tiver apenas um tutor e este estiver infectado, o ideal é que o pet fique na casa de um familiar ou amigo de confiança;

5 - Ao voltar dos passeios, passe um lenço umedecido no pelo e nas patas do animal. Existem lenços antissépticos para pets, mas na falta deles é possível usar um sabão neutro comum ou lenço de bebê;

6 - Quem tem gato deve evitar as saidinhas e manter o animal em casa sempre que possível;

7 - Brinque bastante com o pet dentro de casa. Cães adoram correr em busca de brinquedos. No caso dos gatos, é indicado disponibilizar arranhadores e usar Feliway (versão sintética do feromônio felino FR, responsável pela sensação de tranquilidade e segurança) ou Catnip (erva indicada para deixar gatos mais tranquilos) para atraí-los para o objeto, uma vez que arranhar ajuda aliviar estresse e ansiedade;

8- Após as brincadeiras, lave bem com água e sabão os objetos como bolinhas, bichinhos de borracha, entre outros;

9 - Não é recomendado dormir com seu pet e, por ora, evite beijos, abraços e lambidas;

10 - E por último, mas não menos importante, higienize bem as mãos após os passeios e interações com seu animal de estimação.


Autoria: Vininha F. Carvalho 

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